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O Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção foi lançado no dia 22 de junho de 2006, por iniciativa do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, UniEthos - Formação e Desenvolvimento da Gestão Socialmente Responsável, Patri Relações Governamentais & Políticas Públicas, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime (UNODC) e Comitê Brasileiro do Pacto Global.
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| Abuso do Poder Econômico nas Eleições |
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O poder econômico consiste na concentração em uma pessoa ou grupo de pessoas das riquezas e dos meios de influência. Quando numa eleição este poder econômico passa a ser usado com o propósito de captação de eleitores e impedir a iniciativa de outros candidatos, fica manifesto o abuso deste poder em âmbito eleitoral. O abuso compromete a lisura do processo eleitoral uma vez que a vontade dos eleitores torna-se viciada pelas práticas abusivas. No exercício desse abuso, num cenário onde as distorções tornam-se evidentes, faz-se necessário a intervenção do Estado para garantir uma razoável igualdade na disputa.
Os sistemas eleitorais modernos, em geral punem rigorosamente quanto à compra de votos, cuidam de instituir o financiamento público do gastos das campanhas políticas e de regular o financiamento privado. No Brasil, a compra de votos é prevista como prática criminosa pelo Código Eleitoral e sujeita ao candidato à perda do registro de candidatura (art. 41-A da Lei 9.504/97). A Lei Complementar 64/1990 cuida do processo de apuração do abuso do poder econômico nas eleições. |
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| Albuquerque, Talvane |
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Ex deputado federal por Alagoas. Foi cassado por ser apontado pela polícia como autor intelectual do assassinato da deputada Ceci Cunha, de quem era suplente. A cassação ocorreu em abril de 1999 após a divulgação da gravação de uma conversa entre Albuquerque e o pistoleiro Chapéu de Couro, acusado de estar envolvido na morte de Ceci. |
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| Amarribo |
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Um episódio ocorrido na cidade de Ribeirão Bonito, interior paulista, converteu-se num exemplo de fiscalização do Poder Público pelos próprios cidadãos. Tudo começou quando cinco ex-moradores da cidade, que hoje tem 11 mil habitantes, diante de indícios de improbidade administrativa do prefeito local, organizaram-se e resolveram tirar a limpo suas suspeitas.
Criaram a organização não-governamental (ONG) Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo), que tem entre seus fundadores o empresário Antoninho Marmo Trevisan. O trabalho da ONG envolveu toda a cidade e também o Ministério Público. Todos juntos começaram a investigar. Visitaram as escolas municipais e constataram que a qualidade das refeições servidas às crianças estava muito aquém do esperado, tendo em vista a verba destinada à compra da merenda escolar, o que sugeria desvio de recursos. Passaram a analisar praticamente todos os contratos firmados pelo prefeito. As suspeitas confirmaram-se, e a iniciativa da Amarribo culminou com a cassação do prefeito e de um vereador.
A experiência de Ribeirão Bonito rendeu também uma cartilha, já distribuída em 4.600 cidades brasileiras, para orientar os cidadãos na fiscalização dos poderes locais e na luta para debelar a corrupção. A cartilha da Amarribo, informa entre outras coisas, que a aprovação de amigos e parentes em concursos públicos e a ostentação de riqueza por autoridades municipais podem ser sinais de que algo anda errado na administração da prefeitura. Buscar provas confiáveis, como notas fiscais que ateste possível desvio de verbas, recorrer ao Ministério Público, procurar a imprensa quando da comprovação de um indício de corrupção e até mesmo requerer a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito são passos importantes para o sucesso da empreitada. A Amarribo diversificou sua atuação com outras ações importantes para a cidade, como a criação de uma rádio comunitária e a luta pela criação de um centro cultural. Calcula-se que, inspiradas nessa associação, outras trinta organizações semelhantes surgiram no país. |
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| Anaconda, Operação |
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Anaconda foi o nome de uma operação, comandada pela Polícia Federal com o apoio do Ministério Público, resultado de uma investigação de um ano e nove meses feita pela Inteligência da Polícia Federal em Brasília que, com autorização judicial, monitorou mais de 80 telefones de agentes, delegados e juízes federais de São Paulo. As interceptações revelaram um esquema de corrupção que envolvia extorsão de empresas, uso de documentos falsos para manipular inquéritos e venda de sentenças judiciais.
O inquérito, que correu em segredo de justiça, resultou em 5 de novembro de 2003 na prisão em São Paulo de oito pessoas e apreensão de documentos em 15 endereços diferentes da cidade. Entre os presos estavam os delegados da Polícia Federal José Augusto Belini (chefe do setor de emissão de passaportes em São Paulo) e Jorge Luiz Bezerra da Silva (delegado aposentado de Alagoas). Também foram detidos Cesar Herman, agente da Polícia Federal e funcionário do gabinete do juiz federal João Carlos da Rocha Matos, e a ex-mulher do juiz, Norma Regina Emilio da Cunha, auditora aposentada da Receita Federal. Outros dois juízes federais foram denunciados na mesma investigação. São os irmãos Cassem e Ali Mazloum. Ali Mazlum é acusado por formação de quadrilha, ameaça e abuso de poder. A denúncia contra Cassem foi por formação de quadrilha, falsidade ideológica e interceptação ilegal de telefones.
Anaconda é uma cobra, mais conhecida no Brasil como sucuri. Ela tem ação lenta: envolve a presa e a comprime até matá-la, quebrando seus ossos. A operação levou mais de um ano até as primeiras prisões, mas a meta, segundo a PF, é "quebrar a espinha dorsal" do crime organizado. |
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| André Luiz |
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Ex-deputado federal, André Luiz foi acusado de tentar extorquir R$ 4 milhões do empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para retirar o nome dele da CPI da Loterj (Loteria Estadual do Rio de Janeiro).
As abordagens do deputado André Luiz começaram uma semana depois da instalação da CPI, em março de 2004. Contatou o advogado de Carlos Cachoeira e o convidou a ir à sua casa no Lago Sul. Na conversa foi direto ao assunto. Disse que a CPI recém-instalada seria muito dura com Cachoeira, mas que seus amigos poderiam evitar que o nome do empresário aparecesse no rol dos indiciados no relatório final. O preço para isso era 1 milhão de dólares. Como não houve pagamento e o relatório da CPI seria submetido ao plenário, o preço subiu para 4 milhões de reais. Na conversa, André Luiz explica que nem todos os deputados receberiam a mesma quantia. É 100 mil reais por cabeça em média. Conforme a versão dele, os presidentes de comissão e líderes de bancada, por exemplo, ganham um pouco mais. Os que se limitam a votar como quer o comprador recebem um pouco menos. A divisão desigual não costuma gerar desavença. "É tudo fácil. Não tem nada difícil ali", comentou André Luiz, que já exerceu dois mandatos de deputado estadual.
André Luiz teve seu mandato cassado em 04.05.2005 pela Câmara dos Deputados por ter considerado que ele cometeu quebra do decoro parlamentar. Na época como última tentativa de escapar da cassação, ameaçou fazer revelações sobre corrupção envolvendo parlamentares. O deputado afirmou que deputados e jornalistas estariam recebendo propina de uma “grande empresa”, mas não deu nomes. |
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| Anões do Orçamento |
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O caso conhecido como “Anões do Orçamento” tem início em 1993, quando o economista José Carlos Alves dos Santos foi preso como suspeito pela morte de sua mulher. Até esta data, Alves dos Santos era um funcionário respeitado no Congresso. Ali, construíra a reputação de especialista em Orçamento Geral da União, cuja confecção só se tornava possível, ano após ano, graças à assessoria que prestava aos parlamentares. Com a prisão, descobriu-se que José Carlos levava uma vida dupla, dedicada a orgias sadomasoquistas e a falcatruas com o dinheiro público. Desmoralizado, o economista decidiu falar. "Vou contar tudo e ninguém vai escapar", anunciou. Numa entrevista a Revista VEJA, revelou que o Orçamento era manipulado por um esquema de corrupção do qual faziam parte governadores, ministros, senadores e deputados. Os envolvidos recebiam comissões gordas para favorecer empreiteiras e desviavam recursos para entidades de assistência social fantasmas. As denúncias de José Carlos levaram à instalação de uma CPI. A maior parte dos integrantes da quadrilha era formada por parlamentares de pequena estatura. Por isso, o caso ficou conhecido como o dos “Anões do Orçamento”.
A CPI esmiuçou o esquema de propinas montado por deputados que atuavam na comissão durante três meses. Foram 18 acusados. Seis foram cassados, oito absolvidos e quatro preferiram renunciar para fugir da punição e da inelegibilidade. O rastreamento das contas bancárias acabou derrubando o então presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro (PMDB), o líder do PMDB, deputado Genebaldo Corrêa (BA) e o deputado baiano João Alves, o capo do esquema. Alves lavava o dinheiro comprando cartões de loteria premiados. Havia dois esquemas. No primeiro, parlamentares faziam emendas remetendo dinheiro para entidades filantrópicas ligadas a parentes e laranjas. Mas o principal eram os acertos com grandes empreiteiras para a inclusão de verbas orçamentárias para grandes obras, em troca de polpudas comissões.
Cronologia:
15.10.1993 - O economista José Carlos Alves dos Santos acusa 23 deputados e senadores, seis ministros e três governadores de irregularidades na inclusão de emendas no Orçamento .
20.10.1993 - Começa a CPI do Orçamento.
21.01.1994 - O relatório final da CPI do Orçamento confirma o pedido de cassação de 18 parlamentares. |
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| Antônio Rogério Magri |
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Ex-ministro do governo Collor, foi envolvido em um caso de corrupção passiva por ter supostamente recebido vantagem para intermediar um negócio do FGTS. A denúncia feita pelo Ministério Público Federal foi baseada em uma fita na qual o ex-ministro teria confessado o recebimento de US$ 30 mil para assegurar recursos para a construção do Canal da Maternidade, uma obra polêmica em Rio Branco. Embora tenha sido condenado, Magri recorreu da sentença e aguarda a decisão final do STF. |
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| Armando Mellão |
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Armando Mellão foi vereador e presidente da Câmara Municipal de São Paulo (1999-2000). Foi preso em flagrante pela Polícia Federal, em março de 2004, quando recebia R$ 581 mil do advogado do ex-deputado estadual Reynaldo de Barros Filho (PP), filho do ex-prefeito e ex-secretário de obras de São Paulo, Reynaldo de Barros, do qual teria tentado extorquir US$ 2,4 milhões.
A prisão fez parte da Operação Pandora, da Polícia Federal, que investigou o caso por quatro meses. Segundo a Polícia Federal, o ex-vereador prometia a empresários e doleiros que as investigações da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banestado não chegariam até suas empresas e usava indevidamente os nomes dos deputados Rodrigo Maia (PFL-RJ), José Mentor (PT-SP) e do senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), todos integrantes da Comissão.
As suspeitas de envolvimento em casos de corrupção não são novidade na vida de Armando Mellão. Em 2000, Mellão foi acusado pelo Ministério Público de comandar um esquema de extorsão na então Administração Regional de São Miguel Paulista. O nome de Mellão também apareceu, neste mesmo ano, no escândalo dos funcionários fantasmas do Anhembi. Ele seria um dos vereadores a ter indicado esses funcionários. Atualmente, Mellão responde pelos crimes de extorsão, posse ilegal de armas e exploração de prestígio. |
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| Burocracia |
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Literalmente, o termo significa o governo dos funcionários da administração. Inicialmente aplicado ao conjunto dos funcionários públicos, hoje em dia se refere, genericamente, a qualquer organização complexa, pública ou privada, baseada numa rígida hierarquização e especialização das funções. O conflito entre autoridade e competência, nas grandes organizações, tende a ser resolvido pelos mecanismos internos de defesa da burocracia _ normas, hierarquia, especialização _ com freqüente prejuízo da racionalidade e da eficiência, que são a própria razão de ser do organismo burocrático.
As primeiras burocracias surgiram para movimentar o aparelho administrativo dos grandes impérios do passado (China, Assíria, Babilônia, Egito, Roma). Também a Igreja Católica, depois de sua afirmação como religião universal e oficial, desenvolveu um eficiente sistema burocrático, centralizado no poder papal.
O processo de consolidação do capitalismo foi acompanhado de intenso desenvolvimento dos mecanismos burocráticos, não só ao nível estatal mas também no plano empresarial. Isso fez com que os cientistas sociais passassem a analisar o funcionamento da burocracia como um fenômeno típico do sistema capitalista, expressão concreta de sua racionalidade. Embora para um deles, Max Weber, não haja contradição necessária entre burocracia e democracia, para muitos estudiosos da questão o sistema burocrático é um dos principais impedimentos ao exercício da democracia. No que se refere às sociedades de organização socialista, o fenômeno da burocracia foi analisado por Trotsky em sua crítica ao stalinismo. |
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| Caceteiros |
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Tipo de mercenários que praticavam, nos tempos coloniais do Brasil, todo tipo de crime de natureza política, a mando dos chefes-políticos. Também são conhecidos como capoeiras, cerca-igrejas, acoitados, cabras ou capangas. |
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| Captação Ilícita de Sufrágio |
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A captação ilícita de sufrágio, conhecida popularmente como compra de votos, é a forma de corrupção eleitoral mais rudimentar na qual o candidato oferece dinheiro ou mercadoria ao eleitor em troca do seu voto.
A lei 9.840/99 proíbe o candidato de "doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor, com o fim de obter voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública". A pena pode variar de multa à cassação do registro ou do diploma do candidato, se for eleito. A prática é também prevista como crime pelo Código Eleitoral (art. 299).
Pesquisa do Ibope em 2005, encomendada pela ONG Transparência Brasil e pela Unacon (União dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle), apontou que nas eleições de 2004, 9% dos entrevistados receberam oferta de dinheiro ou de algum outro bem material em troca de votos nas eleições municipais. Em relação às eleições de 2006, a mesma organização divulgou que a compra de votos no Brasil teria aumentado, sendo três vezes maior do que nas eleições de 2004. |
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| Cariacica |
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Cidade em Espírito Santo cujos vereadores foram presos e outros procurados pela Polícia, após terem sido denunciados por participação num esquema de corrupção. Foi determinada a prisão preventiva dos parlamentares e outros envolvidos. O material foi encaminhado para os promotores pelo Jornal A GAZETA, que teve acesso à farta documentação sobre o esquema de corrupção desenvolvido naquele município. Para apresentar os documentos à Justiça, eles quebraram o sigilo bancário dos vereadores e demais envolvidos no esquema e acrescentaram uma vasta documentação à matéria. Os vereadores nomearam vários assessores fantasmas ou "laranjas", que não trabalhavam e não recebiam, e se apropriavam dos seus vencimentos. Ao serem nomeados, assinavam uma autorização de débito em conta corrente para transferência às contas dos respectivos vereadores aos quais estavam vinculados. As irregularidades na prefeitura, supostamente eram comandadas pelo então prefeito Dejair Cabo Camata. Réu em cerca de 40 processos,Camata, que morreu em um acidente de carro, era acusado de improbidade administrativa, calúnia e obstrução da Justiça, formação de quadrilha, porte ilegal de arma, entre outros. Com o seu advogado, Vicente Paulo da Silva, ele sumiu com dois processos de calúnia e difamação. Um desses processos teria sido roubado junto com o carro do advogado, depois de ele ter retirado os documentos do Tribunal de Justiça. |
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| Caso Celso Daniel |
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Celso Daniel (PT), prefeito de Santo André, foi seqüestrado na noite de 18 de janeiro de 2002 quando viajava em um jipe Pajero guiada pelo ex-segurança Sérgio Gomes da Silva. Dois dias depois, foi encontrado morto em uma estrada de terra a 78 km de São Paulo com marcas de tiro. O perito que examinou o corpo disse ao Ministério Público que Celso Daniel foi torturado antes de morrer.
A polícia civil de São Paulo foi encarregada inicialmente das investigações e seis meses depois encerrou o inquérito, concluído ter havido crime comum. O Ministério Público, a pedido da família, reabriu o caso e denunciou o ex-segurança e empresário Sérgio Gomes da Silva (o "Sombra") como um dos mandantes do crime. Com a reabertura do caso, a polícia voltou a investigar o crime. Sete acusados de terem executado o crime são detidos.
As investigações indicam que existia um grande esquema de cobrança de propina de empresários de transporte público em Santo André e que a morte de Celso Daniel provavelmente estaria relacionada a desvios de recursos públicos. O Partido dos Trabalhadores nega.
Na versão dos irmãos de Celso Daniel, o prefeito controlava o esquema de cobrança e foi morto ao tentar rompê-lo. O deputado José Dirceu foi apontado pelo irmão do prefeito morto, João Francisco, como o receptor do dinheiro desviado. |
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| Caso CPEM |
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A CPEM - Consultoria para Empresas e Municípios - esteve no centro de um escândalo na década de 1990 que atingiu o Partido dos Trabalhadores (PT). A CPEM trabalhava com um esquema em vários municípios governados pelo PT onde apresentava um plano para aumentar a arrecadação e em troca recebeia uma comissão de 20% sobre a arrecadação adicional. A empresa esteve envolvida com as prefeituras das cidades de São José dos Campos, Santos, Diadema, São Caetano e Santo André. Em Santos, a ex-prefeita Telma de Souza foi condenada a devolver para os cofres públicos US$ 15 milhões por ter contratado a CPEM sem licitação entre 1990 e 1992. O prefeito petista Celso Daniel, no seu primeiro mandato (1889 a 1992) também usou os serviços da CPEM e foi condenado a devolver US$ 600 mil para a prefeitura.
O ex-secretário de Finanças de Campinas, o economista Paulo de Tarso Venceslau, petista histórico, na época questionou estes contratos sem licitação feitos com a empresa a as administrações do PT e denunciou suposto tráfico de influência no partido. Segundo suas acusações, parte do dinheiro pago à consultoria era desviado para o caixa do partido. A sigla fez sindicância interna para apurar o caso e inocentou os acusados. Para Paulo de Tarso, o Presidente do PT na época, José Dirceu, "acobertou as falcatruas". Desapontado com a cúpula do PT, Paulo de Tarso tornou pública as suas denúncias em entrevistas ao Jornal da Tarde, de São Paulo, e Diário do Povo, de Campinas, em maio de 1997.
Interessante observar que este episódio envolvendo o PT na época contribuiu para que não fosse criada a CPI da Compra de Votos para a Reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Os governistas ameaçaram criar uma CPI da CPEM caso fosse criada a CPI da Reeleição, que o PT insistia a todo custo.
FONTE: Revista Isto É, 04.07.1997 |
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| Celso Pitta |
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Ex-prefeito de São Paulo, foi alvo de várias denúncias (inclusive de sua ex-esposa Nicéa e do filho). Se esquivou da cassação do mandato (inclusive de um processo de impeachment) por seu partido ter a maioria na Câmara. Obteve um "empréstimo" de R$ 800.000 do empresário Jorge Yunes (que descobriu-se mais tarde, foi beneficiado pelo prefeito em seus negócios imobiliários e na contratação de seus parentes pela Prefeitura). O nome Pitta também consta de relatório do Governo suíço, onde teria movimentado cerca de U$ 1 milhão entre os bancos de Genebra e de Zurique. O dinheiro foi retirado da Suíça transferido para outro paraíso fiscal não identificado. |
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| Cícero Lucena |
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Ex-prefeito de João Pessoa (PB), foi preso durante a chamada Operação Confraria, da Polícia Federal, acusado de envolvimento em um esquema que fraudava licitações de obras públicas. A estimativa é que os desvios cheguem a R$ 13 milhões efetuados entre 1999 e 2001. As licitações, segundo a Polícia, eram superfaturadas ou tinham pagamento irregular (as empresas recebiam mesmo quando as obras não eram realizadas). |
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| Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção |
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A Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC, na sigla em inglês) tem a missão de controlar e prevenir a corrupção - um problema mundial, que requer respostas de igual dimensão. Esta Convenção foi adotada pela Assembléia Geral da ONU em outubro de 2003 e assinada por mais de 110 países, entre eles o Brasil, em 09.12.2003. A data ficou conhecida como Dia Internacional contra a Corrupção, proposta apresentada pela delegação brasileira. A UNCAC entrou em vigor em 14.12.2005, após atingir o número mínimo de ratificações.
Além de ser bastante abrangente, a UNCAC é o primeiro instrumento internacional anticorrupçao juridicamente vinculante. Até hoje, 140 países já a assinaram, entre eles o Brasil, em junho de 2005. Entretanto, o Escritório das Nações Unidas Contra Dogras e Crime (UNODC) - guardião da UNCAC - ressalta que para que a Convenção dar certo é necessário vontade política em todos os países e que os governos transformem a teoria em prática.
A UNCAC é uma ferramenta poderosa para a prevenção e a criminalização da corrupção - nos setores público e privado - e prevê a participação da sociedade civil na fiscalização de contas e em campanhas de prevenção. A Convenção ressalta também a importância da recuperação dos ativos. Com trabalho conjunto em cooperação policial e jurídica, torna possível rastrear, bloquear e devolver somas de dinheiro desviadas para o exterior.
Fontes consultadas: - Artigo: As Nações Unidas e o combate à corrupção - Folha de São Paulo, em 14.12.2006 - Giovanni Quaglia |
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| Convenção Interamericana Contra a Corrupção |
| Significado: |
A Convenção Interamericana Contra a Corrupção é um documento elaborado por um Comitê com o objetivo de combater a corrupção internacional. Já fazem parte do Comitê 35 países das Américas, inclusive o Brasil. O “Documento de Buenos Aires” e o “Regulamento e Normas de Procedimento da Comissão de Peritos do Mecanismo de Acompanhamento da Implementação da Convenção Interamericana contra a Corrupção” dispõem que a Comissão de Peritos deverá adotar uma metodologia para a análise da implementação das disposições da Convenção, escolhidas para serem analisadas em cada rodada, com vistas a assegurar a obtenção de informação suficiente e confiável.
O Brasil deverá incluir na sua legislação interna dois pontos da Convenção: enriquecimento ilícito e aperfeiçoamento de medidas preventivas. O primeiro não é considerado crime no Brasil, já que não há lei brasileira que o tipifique como tal. Poderá ser caracterizado crime de enriquecimento ilícito, por exemplo, o servidor público cujo crescimento patrimonial seja superior a seu ganho salarial em curto espaço de tempo. O segundo artigo diz respeito à prevenção de conflito de interesses, no caso de servidores que possuem atividades privadas diretamente ligadas com as atividades exercidas no serviço público. Os países participantes do Comitê esperam tornar mais transparente a declaração de rendimentos dos servidores públicos que ocupam altos cargos no governo. |
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| Coronelismo |
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Termo que designa, no Brasil, o tipo social do grande proprietário rural de comportamento despótico e patriarcal que, por força do consenso geral de um sistema de obrigações e favores, confunde em sua pessoa atribuições de caráter privado e público. O “coronel” protege e sustenta economicamente seus agregados, exigindo deles obediência e fidelidade à sua chefia política. |
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| Corrupção |
| Significado: |
Assim se designa o fenômeno pelo qual um funcionário público é levado a agir de modo diverso dos padrões normativos do sistema, favorecendo interesses particulares em troco de recompensa. Corrupto é, portanto, o comportamento ilegal de quem desempenha um papel na estrutura estadual. Podemos distinguir três tipos de Corrupção: a prática da peita ou uso da recompensa escondida para mudar a seu favor o sentir de um funcionário público; o nepotismo, ou concessão de empregos ou contratos públicos baseada não no mérito, mas nas relações de parentesco; o peculato por desvio ou apropriação e destinação de fundos públicos ao uso privado. A corrupção é considerada em termos de legalidade e ilegalidade e não de moralidade e imoralidade; tem de levar em conta as diferenças que existem entre práticas sociais e normas legais e a diversidade de avaliação dos comportamentos que se revela no setor privado e no setor público. Por exemplo: o diretor de uma empresa privada que chamasse o seu filho para um posto de responsabilidade não cometeria um ato de nepotismo, mesmo que o filho não possuísse os requisitos necessários; mas cometê-lo-ia o diretor de uma empresa pública.
Corrupção significa transação ou troca entre quem corrompe e quem se deixa corromper. Trata-se normalmente de uma promessa de recompensa em troca de um comportamento que favoreça os interesses do corruptor; raramente se ameaça com punição a quem lese os interesses dos corruptores. Esta reciprocidade negativa é melhor definida como coerção. A corrupção é uma alternativa da coerção, posta em prática quando as duas partes são bastante poderosas para tornar a coerção muito custosa, ou são incapazes de a usar.
A corrupção é uma forma particular de exercer influência: influência ilícita, ilegal e ilegítima. Amolda-se ao funcionamento de um sistema, em particular ao modo como se tomam as decisões. A primeira consideração diz respeito ao âmbito da institucionalização de certas práticas: quanto maior for o âmbito de institucionalização, tanto maiores serão as possibilidades de comportamento corrupto. Por isso, a ampliação do setor público em relação ao privado provoca o aumento das possibilidades de corrupção. Mas não é só a amplitude do setor público que influi nessas possibilidades; também, o ritmo com que ele se expande. Em ambientes estavelmente institucionalizados, os comportamentos corruptos tendem a ser, ao mesmo tempo, menos freqüentes e mais visíveis que em ambientes de institucionalização parcial ou flutuante. A corrupção não está ligada apenas ao grau de institucionalização, à amplitude do setor público e ao ritmo das mudanças sociais; está também relacionada com a cultura das elites e das massas. Depende da percepção que tende a variar no tempo e no espaço.
Se a corrupção é um modo de influenciar as decisões públicas, quem dela se serve procurará intervir a três níveis. Usará da corrupção, antes de tudo, na faze da elaboração das decisões. Algumas atividades dos grupos de pressão, aquelas que tentam influir nos deputados, nos membros das comissões parlamentares, nos peritos, podem ser englobadas na categoria da corrupção. Recorrem, em geral, a este tipo de corrupção aqueles grupos que, não gozando de uma adequada representatividade, não possuem bastante acesso aos decision-makers. A corrupção pode também ser tida como tentativa para a obtenção de um acesso privilegiado. O segundo nível da corrupção é o da aplicação das normas por parte da Administração Pública e de suas instituições. O objetivo, neste caso, é o de obter uma isenção ou uma aplicação de qualquer modo favorável. Serão tanto maiores as probabilidades de êxito, quanto mais elástica e vaga for a formulação das normas. A corrupção pode ainda ser usada, quando se faz valer a lei contra os transgressores. Neste caso, a corrupção pode ainda ser usada, quando se faz valer a lei contra os transgressores. Neste caso, a corrupção visa a fugir às sanções legalmente previstas. São objeto da corrupção, aos três níveis, os parlamentares, o Governo e a burocracia, e a magistratura.
Nas sociedades fragmentadas e heterogêneas, em que existem discriminações em relação a determinados grupos, é provável que os grupos discriminados tendam a agir de forma solapada, para não tornar mais aguda a discriminação de que se fizeram objeto, mediantes uma clara atividade de pressão. O fenômeno da corrupção acentua-se, portanto, com a existência de um sistema representativo imperfeito e com o acesso discriminatório ao poder de decisão. A última variável assenta no grau de segurança de que goza a elite que está no poder. Quanto mais esta se sentir segura de conservar ou reconquistar o poder por meios legais ou recear ser punida usando meios ilegais, tanto menor será a corrupção. Quanto mais ameaçada se sentir, tanto mais a elite recorrerá a meios ilegais e à corrupção para se manter no poder.
São notáveis os efeitos da corrupção no funcionamento de um sistema político. Se a corrupção está largamente espalhada e é ao menos parcialmente aceita pelas massas e nas relações entre as elites, suas conseqüências podem não ser inteiramente disfuncionais. Se, porém, a corrupção servir tão-só para que a elite mantenha o poder e, além disso, os corruptores forem elementos externos ao sistema político nacional, como no caso do colonialismo e neocolonialismo, é provável que seu uso em larga escala crie, por um lado, tensões no seio das elites e, por outro, demonstrações, ou passivas como apatia e alheamento. De um modo geral, portanto, a corrupção é fato de desagregação do sistema. Em um sistema jurídico profundamente formalista e burocratizado, a corrupção pode, todavia, contribuir para melhorar o funcionamento do sistema e para o tornar mais expedito ao desbloquear certas situações. Momentaneamente funcional, principalmente quando os obstáculos de ordem jurídico-formal impedem o desenvolvimento econômico, a corrupção é apenas um paliativo; mesmo neste setor, sua influência a longo prazo será negativa, acabando por favorecer umas zonas em prejuízo de outras. Em conclusão: a corrupção, ora surja em um sistema em expansão e não institucionalizado, ora atue em um sistema estável e institucionalizado, é um modo de influir nas decisões públicas que fere no íntimo o próprio sistema. De fato, este tipo privilegiado de influência, reservado àqueles que possuem meios, muitas vezes só financeiros, de exercê-la, conduz ao desgaste do mais importante dos recursos do sistema, sua legitimidade.
FONTE: PASQUINO, Gianfranco - Dicionário de Política, p. 289 |
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| CPI |
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A CPI é a sigla de Comissão Parlamentar de Inquérito. É um grupo de parlamentares (deputados federais ou senadores, caso ela seja federal; deputados estaduais, se ela for estadual; ou vereadores, se seu âmbito for municipal), nomeados por uma Casa Legislativa, com a função de realizar um inquérito ou uma investigação sobre determinado objeto. Este objeto pode ser um determinado fato ou conjunto de fatos alusivos a acontecimentos políticos, a abusos ou ilegalidades da Administração Pública, ou a questões econômicas (financeiras, agrícolas, industriais, etc.), ou seja, a tudo que interesse à boa atividade do Parlamento.
Origem Histórica
A CPI teve origem na Inglaterra, em 1689, quando foi criada a primeira comissão encarregada de apurar os fatos ocorridos na guerra da Irlanda. Mais tarde o Parlamento britânico usou a comissão como mecanismo que possibilitasse controlar melhor o poder do monarca. Posteriormente, passou a ser adotada em outros países. Foi introduzida no Brasil na Constituição de 1934. Em 1952, as CPIs federais foram regulamentadas pela Lei 1.579. As comissões parlamentares, apesar de terem ocorrido em vários governos brasileiros, ganharam poderes e ferramentas para uma ação efetiva apenas com a atual Constituição brasileira, de 5 de outubro de 1988. E, desde então, têm conseguido atrair a atenção da sociedade brasileira para temas diversificados, como corrupção, narcotráfico, prostituição, poder judiciário e futebol.
Legislação
Constituição Federal, art. 58, § 3º:
“Art 58 - ..................................... § 3º - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.”
A legislação infraconstitucional que regula os procedimentos a serem seguidos pelas CPI’s é constituída basicamente das seguintes normas: Lei n.º 1.579, de 18 de março de 1952. Regimentos internos das Casas Legislativas respectivas. Códigos Processuais Civil e Penal e leis que tratam da quebra do sigilo telefônico, sigilo bancário, e outras correlatas.
CPI e CPMI
Quando uma comissão parlamentar de inquérito é exclusiva de uma das casas do Congresso Nacional, ou seja, composta somente por deputados federais ou somente por senadores, é chamada de CPI. Mas, se numa mesma CPI encontram-se deputados federais e senadores, é denominada de comissão parlamentar mista de inquérito — ou CPMI. Uma CPMI é aberta somente quando a questão a ser tratada é de grande repercussão ou de tamanha gravidade que mereça ser investigada por deputados e senadores.
Instauração
Para a instauração de uma CPI deve haver um requerimento constando, no mínimo, um terço das assinaturas dos membros da respectiva Casa Legislativa (para uma CPI instalada na Câmara dos Deputados, é necessário o apoio de 171 deputados federais e no Senado Federal, 27 senadores). No caso de uma CPMI, é preciso haver a adesão de um terço das duas Casas juntas e, por isso, é mais difícil de ser aberta, mas sua força de investigação também é maior, pois ela conta com o apoio antecipado tanto de senadores quanto de deputados, evitando choques posteriores entre os membros das duas Casas legislativas.
Funcionamento
Os trâmites internos (reuniões, datas, tarefas) são determinados pelos próprios membros da comissão, mas possuem elas algumas regras básicas: 1) Para sua abertura, é necessário que haver uma fato determinado. É o evento ou acontecimento claro e objetivo que tem conseqüência real no mundo jurídico. Deve ser especificado no requerimento de sua constituição. 2) A CPI tem um prazo certo, devendo se encerrar ao fim da sessão legislativa, que ocorre de 15 de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro, podendo ser prorrogado dentro da legislatura em curso, desde que com a aprovação da respectiva Casa Legislativa. 3) A composição dos membros da CPI deve respeitar a proporcionalidade dos partidos políticos que compõem a Casa (Câmara Federal, Senado Federal, Assembléia Legislativa ou Câmara de Vereadores). Ou seja, os partidos que possuem um número maior de senadores/deputados/vereadores eleitos devem ter também maior quantidade de membros na CPI, e assim sucessivamente. Mas essa proporcionalidade pode sofrer alterações de acordo com os tratados políticos internos no Congresso Nacional; 4) Todos os atos, interrogatórios e investigações devem ser registrados por escrito. 5) Ao final dos trabalhos, o “relator” deverá elaborar um relatório que precisará ser aprovado pelos membros da CPI e, então, este poderá ou não ser enviado ao Ministério Público, que estará encarregado de abrir processo judicial contra os acusados caso haja necessidade.
Poderes
A CPI possui os mesmos poderes de investigação das autoridades judiciais, com função de apurar os fatos, a partir da investigação e obtenção de provas. Possui poderes para requerer a convocação de autoridades federais, estaduais ou municipais para prestar depoimento. A testemunha quando convocada por uma CPI deverá narrar somente aquilo que sabe ou presenciou, sendo-lhe vedada dar opiniões, emitir pareceres. Ninguém pode escusar-se de comparecer à uma CPI, se a testemunha regularmente intimada não vier a comparecer sem motivo justificado, o seu presidente deverá requisitar da autoridade judiciária competente da localidade onde se encontre para obrigar o comparecimento. Uma CPI pode também requerer a quebra dos sigilos bancário, fiscal, de dados e telefônico de envolvidos e realizar perícias e exames necessários. Pode ainda determinar buscas e apreensões de documentos e objetos necessários às investigações.
Limites de uma CPI
Apesar de poder investigar de forma semelhante ao Poder Judiciário, uma CPI não pode julgar e condenar. Depois de concluída a investigação, a CPI, se for o caso encaminhará suas conclusões ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. Não pode também decretar qualquer hipótese de prisão, somente quando for o caso de flagrante delito (ex: falso testemunho). As CPIs não estão autorizadas a investigar o Presidente da República: isso é tarefa do Supremo Tribunal Federal ou do Senado Federal. Também não podem convocar a depor o Vice-Presidente da República, Ministros do Supremo Tribunal Federal, governadores de estado, prefeitos, entre outros, pois, caso contrário, estariam violando a independência entre os Três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário). Não podem ainda determinar a aplicação de medidas cautelares, como a indisponibilidade de bens dos investigados. |
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| CPI do Banestado |
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A CPI Mista do Banestado foi criada para investigar a evasão de divisas por meio das contas CC-5. As contas CC5 são aquelas que permitem a um brasileiro remeter dinheiro para o exterior e também são usadas por empresas para o pagamento de compromissos no exterior e para remessa antecipada de dividendo. Pelas CC5 também chegam dólares de governos estrangeiros e organismos internacionais. A CPI investigou se pessoas e empresas que aparecem na relação do Banco Central declararam a origem do dinheiro em seu Imposto de Renda e também a propriedade de algumas empresas offshore que operaram com as CC5.
O ex-diretor de Operações Internacionais do Banestado, Aldo de Almeida Júnior, o ex-gerente de Carteira de Câmbio, Benedito Barbosa Neto, e o ex-gerente Luiz Acosta, foram acusados de facilitar o envio ilegal para o exterior de aproximadamente R$ 1,9 bilhão entre 1996 e 1997. Eles foram denunciados pelo Ministério Público Federal em agosto de 2003. De acordo com a acusação, a fraude era cometida com a abertura de contas em diversos Estados em nome de "laranjas". Posteriormente, o dinheiro seria enviado para Nova York, por meio das contas CC-5, e depositado em nome de empresas constituídas fora dos Estados Unidos. |
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| CPI do Mensalão |
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Criada em 20 de julho de 2005 para investigar acusações de compra de votos de deputados. É também chamada de CPI da Compra de Votos. Funciona com membros da Câmara e do Senado. O mensalão é a suposta mesada de R$ 30 mil que, segundo denúncias do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), teria sido paga por dirigentes do PT a deputados do PP e do PL, partidos aliados, para que votassem de acordo com a orientação do governo. |
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| CPI dos Bingos |
| Significado: |
CPI criada somente com membros do Senado em 29 de junho de 2005 para investigar a utilização de casas de bingo para a prática de crimes de lavagem de dinheiro. Inicialmente, o foco era o escândalo Waldomiro Diniz, o então assessor de José Dirceu na Casa Civil que foi flagrado pedindo propina ao empresário Carlos Augusto Ramos (conhecido como Carlinhos Cachoeira, empresário de jogos que gravou Waldomiro Diniz recebendo propina). Esta finalidade foi abandonada quando Cachoeira isentou Dirceu de responsabilidade.
A CPI se voltou para suspeitas de irregularidades na renovação do contrato da GTech com a Caixa Econômica Federal. Ex-dirigentes acusaram os então assessores dos ex-ministros Antonio Palocci (Fazenda) e Dirceu de tentativa de extorsão. Foi ouvido Rogério Buratti (advogado acusado de tentar extorquir a GTech) que acusou Palocci de receber R$ 50 mil por mês entre 2001 e 2002 da empresa de coleta do lixo da cidade. O dinheiro, diz, era repassado a Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT.
Evoluindo nas investigações, a CPI chegou à um local onde seriam praticados atos de corrupção em Brasília com os assessores de Palocci. Palocci negou ter comparecido à "casa do lobby" em Brasília, onde seriam elaboradas esquemas petistas de corrupção. O caseiro Francenildo da Costa desmentiu o então ministro e teve seu sigilo bancário quebrado ilegalmente.
Além destes episódios, a CPI dos Bingos investigou: - O empréstimo de Lula: o presidente do SEBRAE, Paulo Okamotto, disse ter usado recursos próprios para pagar dívida do Presidente Lula de cerca de R$ 30 mil e de Lurian (filha do Presidente), e que doou R$ 25 mil à campanha de Vicentinho (PT-SP). - O caso dos dólares do exterior e caso Cuba: a CPI ouviu o doleiro Toninho da Barcelona, que declarou ter ajudado na repatriação de dinheiro do PT e na distribuição do esquema do "mensalão". Convocou o ex-assessor de Palocci, Vladimir Poleto, que negou ter transportado dinheiro de Cuba para o PT em caixas de bebida. - Caso Santo André: a CPI convocou João Francisco Daniel, irmão do prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel, que acusou o chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, de receber propina e repassá-la a Dirceu. Carvalho negou.
Devido à amplitude das investigações e abertura do foco, a CPI dos Bingos incomodou os governistas que a apelidaram de "CPI do Fim do Mundo". Ainda não foi concluída.
FONTE: Jornal Folha de São Paulo - 03.05.2006 - "CPI tenta estabelecer conexões entre crimes de investigados" |
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| CPI dos Correios |
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Instalada em 9 de junho de 2005, Investiga o esquema de corrupção nos Correios mas apura também o suposto "mensalão". Funciona com membros do Senado e da Câmara. Nesta CPI, diversas personalidades prestaram depoimentos, entre elas Roberto Jefferson (deputado acusado de estruturar esquema de corrupção em estatais), Maurício Marinho (ex-chefe doe departamentos dos Correios gravado recebendo propina) e Marcos Valério (apontado como operador do esquema do "mensalão"), Fernanda Karina Somaggio (ex-secretária de Marcos Valério) e Duda Mendonça (publicitário do Partido dos Trabalhadores que apareceu como um dos beneficiários dos saques).
Cronologia
14.05.2005 - Um vídeo mostra Maurício Marinho, funcionário dos Correios, recebendo uma propina de R$ 3 mil.
09.05.2005 - Apesar da relutância do Governo, uma CPI dos Correios é formada para investigar o uso de dinheiro em contratos superfaturados.
14.06.2005 - O deputado Roberto Jefferson denuncia o esquema de mensalão e afirma que os Correios são parte de uma esquema maior. Dinheiro de estatais seria usado para pagar deputados pelo apoio a projetos do Governo. Marcos Valério, dono de duas agência de publicidade em Minas Gerais, é o intermediário. Recebe o dinheiro como empréstimo para as agências DNA e SMPB, e o distribui a pessoas indicada pelo PT.
16.06.2005 - José Dirceu, acusado por Jefferson de comandar o mensalão, deixa a Casa Civil que vai para a Câmara para defender-se das denúncias.
02.07.2005 - São revelados dois empréstimos secretos feitos ao PT, dos quais Marcos Valério foi avalista, no total de R$ 5,4 milhões. O tesoureiro do partido, Delúbio Soares, e o secretário-geral, Silvio Pereira deixam seus cargos.
08.07.2005 - O assessor de um irmão de José Genoino é descoberto com R$ 200 mil e US$ 100 mil em malas e na cueca, em aeroporto de São Paulo. 10.07.2005 - Genoino deixa a presidência do PT.
13.07.2005 - Aparecem as estatais onde Valério buscou mais de R$ 800 milhões para repassar aos políticos. Dirigentes de empresas públicas se afastam ou são demitidos. A lista de parlamentares acusados chega a mais de 20 nomes.
15.07.2005 - As denúncia se aproximam do Planalto. A Gamecorp, da qual um filho do Presidente Lula é sócio, recebeu R$ 5 milhões da Telemar. Pela primeira vez a oposição fala em impeachmente de Lula.
16.07.2005 - Luiz Gushiken, acusado de favorecimentos à Globalprev, perde o status de ministro e se torna subordinado do secretário-geral Luiz Dulci.
17.07.2005 - Lula diz em entrevista na França que o PT faz o que todos os outros partidos sempre fizerem. Suspeita-se que sua intenção é reduzir todo o caso a um crime eleitoral do qual só Delúbio saberia.
19.07.2005 - A empresa GSK, vencedora da concorrência de R$ 240 milhões na Petrobrás, revela que deu um jipe Land Rover de presente a Silvio Pereira. Ele se desliga do PT.
28.07.2005 - A CPI quebra sigilos e descobre que o esquema já chega a R$ 4 bilhões. Partidos como PSDB, PMDB, PTB e PP são também atingidos.
FONTE: Jornal Folha de São Paulo Jornal O Estado de S. Paulo |
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| Crime do Colarinho Branco |
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Crime praticado por pessoa pertencente a um estado sócio econômico elevado. O criminoso de colarinho branco é um malandro de alto bordo, refinado, insinuante, trajando-se com apurado gosto, desfrutando, geralmente, de certo prestígio social e econômico, atualizado em assuntos econômicos, bom conversador, bajulador, possuidor de boas maneiras, mete-se em empresas aparentemente honestas.
Sua característica principal é a habilidade em contornar a lei penal. Não são estelionatários comuns. São sempre tipos simpáticos, agradáveis que sempre propõem, facilitam e encaminham "bons negócios". Podem ser encontrados no mercado de capitais, na indústria, no comércio, entre banqueiros ou políticos |
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| Curral Eleitoral |
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Recinto destinado, nas cidades, a hospedar, alimentar e recrear o eleitorado do campo, trazido por facções políticas. Nesses alojamentos, os eleitores são mantidos incomunicáveis, até a hora da votação quanda saia levando a cédula que colocaria no envelope recebido na mesa eleitoral. |
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| Delúbio Soares |
| Significado: |
Delúbio Soares nasceu em Goiás e é formado em matemática. Iniciou sua carreira em 1974, quando foi contratado como auxiliar de secretaria. No ano seguinte, assumiu a vaga de professor. Em 1985, iniciou a carreira de tesoureiro, no Centro de Professores de Goiás e mais tarde presidiu o Fundo de Amparo do Trabalhador. No PT foi tesoureiro do partido e coordenador das campanhas presidenciais de Lula em 1989 e 1998.
Pediu licença do cargo de tesoureiro em 5 de julho, depois de ter sido acusado de operar, com o empresário Marcos Valério um esquema de caixa 2 e de repasses a aliados. Em 3 de setembro conseguiu liminar que impediu julgamento do relatório do Conselho de Ética do PT que recomendava sua expulsão. |
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| Dossiê Cayman |
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O Dossiê Cayman foi um amontoado de fotocópias com registros de empresas em paraísos fiscais, grosseiramente falsificados por empresários fugitivos da Justiça brasileira que viviam em Miami, nos Estados Unidos. O dossiê serviu para tentar chantagear o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seus ministros da Saúde, José Serra, e das Comunicações, Sérgio Motta, além do então governador de São Paulo, Mário Covas. O golpe consistia em divulgar como denúncia a notícia falsa de que a cúpula do então governo tucano era dona de uma empresa off shore nas Bahamas com US$ 368 milhões.
As investigações internacionais da Polícia Federal sobre o caso levaram cerca de dois anos. São oito réus, entre eles Leopoldo Collor, irmão do ex-presidente Fernando Collor, que pagou US$ 4,2 milhões pela papelada falsa e nem teria exigido os originais, segundo relatório da Polícia Federal. O líder da quadrilha era Honor Rodrigues da Silva, que forjou a documentação.
De acordo com o inquérito, o golpe teve dois momentos. O primeiro foi em julho de 1998 quando o pastor evangélico Caio Fábio D’Araújo Filho ofereceu a Collor os documentos, dizendo que ouviu a história em uma confissão de pecados feita por um gângster de Miami. O ex-presidente acreditou no pastor e dias depois mandou seu irmão Leopoldo e o amigo Luiz Cláudio Ferraz comprarem a papelada.
Caio Fábio, considerado pela Polícia Federal o principal “corretor” do negócio, também ofereceu os documentos ao ex-presidente do Banco do Brasil no governo Collor, Lafaiete Coutinho, que se encarregou de oferecê-lo a Luiz Inácio da Silva, candidato a presidência em 1998. Duas filhas do ex-prefeito Paulo Maluf também ofereceram o dossiê à então deputada Marta Suplicy. O dossiê também foi oferecido a Ciro Gomes, Leonel Brizola e Benedita da Silva. Todos recusaram o negócio.
O julgamento de todos os envolvidos está em andamento na Justiça Federal. O Ministério Público pede a condenação de oito réus pelos crimes de denunciação caluniosa, uso de documento falso, falsidade ideológica e evasão de divisas. Se condenados, os réus podem ter penas de até 8 anos. |
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| Duda Mendonça |
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Duda Mendonça é publicitário especializado em marketing político, responsável por diversas campanhas eleitorais no Brasil, como as de Paulo Maluf e de Luiz Inácio Lula da Silva.
Seu nome esteve envolvido em diversas investigações de corrupção. Segundo apuração do Ministério Público de São Paulo, a construtora Mendes Junior e o ex-prefeito Paulo Maluf abriram contas no exterior para esquentar dinheiro desviado no caixa dois de obras de avenida em São Paulo. Parte deste dinheiro abastecia uma offshore de Duda, a Eleven. Segundo a Promotoria, esse esquema ocorreu em 1998, quando Duda fez a campanha de Maluf ao Governo de São Paulo. Em depoimento, o doleiro Vivaldo Alves, o Birigüi, disse que, a pedido de Flávio Maluf, filho de Maluf, fez sete transferências para Duda na Eleven, em 1998, o que soma um total de US$ 6,88 milhões.
Em outubro de 2004 foi preso em flagrante pela Polícia Federal durante uma operação da Polícia Federal de repressão às rinhas de galo num sítio entre Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro.
Em 2005, apareceu na lista de Marcos Valério como um dos beneficiários do esquema do mensalão. Ao depor na CPI dos Correios, Duda Mendonça revelou o uso de conta no exterior para receber do PT pagamentos por serviços prestados em campanhas de 2002, por meio de caixa 2, dizendo que criou uma offshore com esse objetivo, a Dusseldorf, uma empresa com sede no paraíso fiscal das Ilhas Bahamas, mas que tem uma conta em Miami (EUA). |
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| Emerson Palmieri |
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Tesoureiro informal do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi citado pelo deputado Roberto Jefferson na CPI dos Correios como tendo recebido R$ 4 milhões do PT, por intermédio de Marcos Valério, para financiar campanhas políticas. Marcos Valério admite ter repassado R$ 2,4 milhões a Palmieri.
Emerson Palmieri ajudou nas campanhas de Fernando Henrique Cardoso (1994) e Ciro Gomes (2002). Em 2003, foi nomeado diretor da Embratur por indicação de José Carlos Martinez, na época presidente do PTB. |
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| Fernando Collor |
| Significado: |
Primeiro governo civil brasileiro, eleito por voto direto desde 1960. Foi também o primeiro escolhido dentro das regras da Constituição de 1988, com plena liberdade partidária e eleição em dois turnos. Collor, ex-governador de Alagoas, político jovem e com amplo apoio das forças conservadoras, derrotou no segundo turno da eleição, Luiz Inácio "Lula" da Silva, migrante nordestino, ex-metalúrgico e destacado líder da esquerda. Entre suas promessas da campanha estão a moralização da política e o fim da inflação. Para as elites, ofereceu a modernização econômica do país consoante a receita do neoliberalismo. Prometeu a redução do papel do Estado, a eliminação dos controles burocráticos da política econômica, a abertura da economia e o apoio às empresas brasileiras para se tornarem mais eficientes e competitivas perante a concorrência externa. Plano Collor - No dia seguinte ao da posse, ocorrida em 15 de março de 1990, o Presidente lançou seu programa de estabilização, o plano Collor, baseado em um gigantesco e inédito confisco monetário, congelamento temporário de preços e salários e reformulação dos índices de correção monetária. Em seguida, tomou medidas duras de enxugamento da máquina estatal, como a demissão em massa de funcionários públicos e a extinção de autarquias, fundações e empresas públicas. Ao mesmo tempo, anunciou providências para abrir a economia nacional à competição externa, facilitando a entrada de mercadorias e capitais estrangeiros no país. Os planos de modernização econômica e de reforma adminsitrativa são bem recebidos, em geral. As elites políticas e empresariais apoiaram a desregulamentação da economia e a redução da intervenção estatal no setor. Mas, já em 1991, as dificuldades encontradas pelo plano de estabilização, que não acabou com a inflação e aumentou a recessão, começaram a minar o governo. Circulam suspeitas de envolvimento de ministros e altos funcionários em uma grande rede de corrupção. Até a primeira-dama, Rosane Collor, dirirgente da LBA, foi acusada de malversação do dinheiro público e de favorecimento ilícito a seus familiares. As suspeitas transformaram-se em denúncias graças a uma intensa campanha da imprensa. Em 25 de abril de 1992, Pedro Collor, irmão do Presidente, deu uma explosiva entrevista à revista "Veja". Nela, falou sobre o "esquema PC" de tráfico de influência e de irregularidades financeiras organizadas pelo empresário Paulo César Farias, amigo de Collor e caixa de sua campanha eleitoral. A reportagem teve enorme repercussão e a partir daí surgiram novas revelações sobre irregularidades no governo. Em 26 de maio, o Congresso nacional instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de irregularidades. Logo depois, a revista "ISTOÉ" publicou uma entrevista de Eriberto França, motorista da secretária de Collor, Ana Acioli. Ele confirmou que as empresas de PC faziam depósitos com regularidade nas contas fantasmas movimentadas pela secretária. Essas informações atingiram diretamente o Presidente. Surgiram manifestações populares em todo o país. Os estudantes organizaram diversas passeatas pedindo o Impeachment do Presidente. Depois de um penoso processo de apuração e confirmação das acusações e da mobilização de amplos setores da sociedade por todo o país, o Congresso Nacional, pressionado pela população, votou o impeachment (impedimento) presidencial. Primeiramente, o processo foi apreciado na Câmara dos deputados, em 29 de setembro de 1992, e, depois, no Senado Federal, em 29 de dezembro de 1992. O Parlamento decidiu afastar Collor do cargo de Presidente da República e seus direitos políticos são cassados por oito anos. Foi também denunciado pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de formação de quadrilha e de corrupção.
Cronologia:
15.03.1990 - Fernando Collor de Mello assume a Presidência da República.
16.03.1990 - O governo anuncia um pacote econômico e confisca por 18meses os saldos de conta corrente e poupança e outros investimentos superiores a CR$ 50.000,00.
11.04.1990 - O Congresso aprova o Plano Collor.
31.01.1991 - O governo lança o Plano Collor 2.
30.08.1991 - A primeira-dama Rosane Collor deixa a LBA após uma série de denúncias de irregularidades.
26.05.1992 - É instalada uma CPI para apurar as denúncias de Pedro Collor contra seu irmão e o empresário e tesoureiro de campanha, PC Farias.
24.08.1992 - Relatório da CPI incrimina o presidente Collor.
01.09.1992 - Barbosa Lima Sobrinho entrega o pedido de impeachment na Câmara.
29.09.1992 - A Câmara Federal aprova o afastamento do presidente Fernando Collor.
02.10.1992 - Itamar Franco assume interinamente a Presidência da República.
29.12.1992 - O presidente Collor renuncia ao mandato. Itamar Franco assume a Presidência.
30.12.1992 - O Senado condena o ex-presidente Fernando Collor à inabilitação para o exercício de funções públicas pelo período de oito anos.
16.12.1993 - O STJ (Superior Tribunal de Justiça) confirma a cassação do ex-presidente Fernando Collor. |
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| Financiamento de Campanhas |
| Significado: |
Financiamento de campanhas eleitorais é comumente chamado o método de captação de recursos para serem gastos com as campanhas dos candidatos que concorrem nas eleições. O financiamento serve para cobrir os gastos com publicidade, cabos eleitorais, shows, materiais e tudo o que estiver envolvido para influenciar o eleitor numa campanha.
O financiamento pode ser composto por diversas fontes, como o fundo partidário e contribuições de filiados e simpatizantes ou oriundas de empresas. Nesta última hipótese seus efeitos são notadamente nocivos à democracia, uma vez que o candidato quando eleito estará comprometido mais com as empresas que financiaram sua campanha do que com aqueles que o elegeram.
Por este motivo, para garantir a independência dos políticos, prevalece em diversos países o sistema de financiamento público de campanhas. Neste sistema, o dinheiro utilizado por cada candidato ou partido é exclusivamente recebido do governo, sendo vedada qualquer participação do setor privado.
No Brasil temos o que podemos chamar de um financiamento misto (público e privado). O Poder Público participa através do recursos do fundo partidário e da disponibilidade de horário gratuito no rádio e na televisão para a veiculação de propaganda eleitoral dos candidatos. O restante dos recursos para a campanha devem ser provenientes de fontes privadas e no final da campanha, o candidato ou partido deve prestar contas de tudo o que foi recebido para a Justiça Eleitoral.
O que ocorre é que muitas vezes este financiamento efetuado pelo setor privado não são conhecidos. Para não prejudicar os candidatos e as empresas que o financiaram perante a opinião pública, a Justiça Eleitoral recebe balanços financeiros falsos e, ao encerrar-se cada campanha, as prestações de contas obviamente são irreais. Muitas vezes também, este financiamento tem origens ilegais, como de traficantes, bicheiro e mesmo proveniente de recursos da máquina administrativa.
Outro aspecto é quando os candidatos ou partidos arrecadam para as campanhas quantias bem superiores às despesas realizadas e surgem as chamas sobras de campanha, que dão margem à uma infinidade de irregularidades que a Justiça Eleitoral quase sempre não tem como apurar e aplicar penalidades. |
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| Fósforo |
| Significado: |
Fósforo é o chamado falso eleitor, aquele que vota por outro. A expressão surgiu na época do Império, quando as urnas eram assemelhadas com uma caixa de fósforo, e aqueles que fraudavam a votação eram chamados pejorativamente de fósforos porque "riscavam em qualquer urna".
Na Primeira República, em áreas mais propícias aos vícios eleitorais, como o Rio Grande do Sul, os fósforos se multiplicaram. Uma disposição da Lei nº 58, editada em janeiro de 1897 por Júlio de Castilhos, determinava não caber às mesas eleitorais "entrar na apreciação da identidade da pessoa do eleitor, qualquer que seja o caso". Isso permtia, segundo o comentário de Mem de Sá, "a qualquer preto retinto votar com o título de um teuto chamado Hans Bernstein." (Sá, Mem de. A politização do Rio Grande, Tabajara, 1973, p. 27).
Um romance de Mário Palmério, retratando a deformada realidade eleitoral de um pequeno município de Minas Gerais, fez referência ao fósforo Doquinha de Joca Bento: "... Do Doquinha, então, contavam horrores; na penúltima eleição, o tipo pintara e bordara. Votou, a primeira vez, barbudo, representando o velho Didico, morto havia mais de um ano; fez a barba, deixando o bigode, e foi para outra sessão votar em nome de um tal de Carmelita, sumido desde meses; tirou o bigode e, com a cara mais limpa e lavada deste mundo, preencheu a falta de outro eleitor; e dizem ainda que votou mais de uma vez, de cabelo oxigenado e cortado à escovinha, substituindo um rapaz alemoado..." (Palmério, Mário. Vila dos Confins, Rio de Janeiro, José Olympio, 1956, p. 320).
FONTE: Dicionário do Voto - Walter Ramos Costa Porto - Imprensa Oficial - 2000 |
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| Hanna Garib |
| Significado: |
Ex-vereador da cidade de São Paulo, Hanna Garib controlava a Administração Regional da Sé no período de 1997 a 1999. Na época, havia a informação de que a corrupção movimentava cerca de R$ 6 milhões por mês, dos quais R$ 1,2 milhão ficaria com o vereador. Contra Garib não faltam provas, pelo menos testemunhais. O presidente da Associação dos Comerciantes do Brás, Whebe Dawalibi, conhecido como Jô, também foi acusado como sendo o principal auxiliar de Garib na arrecadação do dinheiro e está fugindo da polícia. O vereador nega qualquer proximidade com Jô, mas a Junta Comercial confirma que Jô é sócio da mulher de Garib em uma loja e na Câmara Municipal tramita um pedido do próprio Garib que outorga ao comerciante o título de cidadão paulistano. |
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| Hildebrando Pascoal |
| Significado: |
Ex deputado federal pelo Acre, Hildebrando Pascoal foi acusado de liderar um grupo de extermínio em seu Estado e integrar esquema de crime organizado para tráfico de drogas e roubo de cargas, que atuaria também no Maranhão. Já foi condenado por tráfico, tentativa de homicídio e corrupção eleitoral.
Teve o seu mandato cassado em setembro de 1999, após admitir perante a Comissão de Justiça da Câmara que assinava salvo-condutos para criminosos.
Hildebrando Pascoal está preso desde 1999, acusado de envolvimento com o narcotráfico e de participação em um grupo de extermínio no Acre. Em 2005 foi condenado a 25 anos e seis meses de prisão pelo tribunal do júri da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília. Ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado. |
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| Improbidade Administrativa |
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O conceito de improbidade é bem mais amplo do que o de ato lesivo ou ilegal em si. É o contrário de probidade, que significa qualidade de probo, integridade de caráter, honradez. Logo, improbidade é o mesmo que desonestidade, mau caráter, falta de probidade. Neste sentido, pode-se conceituar o ato de improbidade administrativa como sendo todo aquele praticado por agente público, contrário às normas da moral, à lei e aos bons costumes, com visível falta de honradez e de retidão de conduta no modo de agir perante a administração pública direta, indireta ou fundacional envolvidas pelos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
Como reflexo da preocupação com a ética na administração pública, o combate à corrupção e à impunidade no setor público foi incluído na Constituição do Brasil a previsão de punição aos atos de improbidade administrativa. O § 4º do artigo 37 da Constituição Federal estabelece que a prática destes atos implicarão na suspensão dos direitos políticos, na perda da função pública, na indisponibilidade dos bens e no ressarcimento ao erário, de conformidade com a forma e a gradação legal e sem excluir as penas criminais.
Mais tarde foi editada a Lei 8.429/92 que definiu os atos de improbidade administrativa. Estes ocorrem, com a prática de atos que ensejam enriquecimento ilícito, causam prejuízo ao erário ou atentam contra os princípios da administração, entre os quais está incluída a moralidade, ao lado da legalidade, da impessoalidade e da publicidade, além de outros que também se aplicam à condução dos negócios públicos. |
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| Ivo Cassol |
| Significado: |
Governador de Rondônia, Ivo Cassol divulgou fitas de vídeo nas quais um grupo de deputados estaduais negociava pagamento de propina em troca de apoio político no Legislativo. Com a divulgação do material, sete parlamentares foram afastados temporariamente e foi instaurado um inquérito pela Polícia Federal para apurar supostas irregularidades na Casa. Em outra ocasião Ivo Cassol aparece em gravações aparentemente oferecendo dinheiro a deputados estaduais da Assembléia Legislativa do Estado. Cassol afirma que os diálogos apresentados foram editados e que, na verdade, foram os deputados que pediram a ele.
Cassol também é parte em processo criminal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por supostas formação de quadrilhas e fraudes em licitações públicas da Prefeitura de Rolim de Moura (RO), administrada por ele antes de ser eleito governador (1998-2002). Segundo a denúncia do Ministério Público, os envolvidos acertavam previamente o preço para que determinada obra pública fosse feita e as contratações realizadas por convite para burlar a concorrência e não despertar suspeitas. Das oito empresas favorecidas por Cassol e seu grupo, cinco eram dirigidas por parentes diretos do governador. |
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| Jacinto Lamas |
| Significado: |
Tesoureiro do Partido Liberal (PL) desde a gestão do deputado Álvaro Valle, Jacinto Lamas teve seu nome envolvido no Escândalo do Mensalão, quando o deputado Roberto Jefferson acusou os deputados do PL de receberem propina para votar conforme o Governo. Lamas é citado três vezes na agenda de Fernanda Karina Somaggio, secretária do publicitário Marcos Valério. Valério em depoimento disse que Jacinto Lamas e outros assessores do PL sacaram R$ 10,8 milhões de contas de suas empresas, por orientação de Delúbio Soares, a maior parte (R$ 6 milhões) via Guaranhuns Empreendimentos. Na CPI dos Correios, Lamas confirmou o recebimento dos valores e que entregava o dinheiro à Valdemar da Costa Neto, presidente do partido. Negou, entretanto, ter recebido dinheiro através da Guaranhuns. |
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| Jader Barbalho |
| Significado: |
Deputado Federal, foi governador do Estado do Pará, Ministro e Senador. Responde por processo criminal no STF (Supremo Tribunal Federal) no qual é acusado de crime de peculato, praticado na época em que governou o Estado do Pará, tendo participado no desvio de US$ 913.315,86 do Banco do Estado do Pará (Banpará), durante a gestão dele no governo do Pará (1984 a 1987). O esquema envolvia a transferência de verbas públicas do Banpará para aplicações em fundos de renda fixa no banco Itaú. Ele sempre negou as acusações. O inquérito do caso Banpará tramita no Supremo desde agosto de 2001. Na época, Jader era senador, mas renunciou ao mandato para escapar de processo de cassação. Em 2002, ele se elegeu deputado.
Ele também é acusado de desvio de dinheiro da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e de venda de TDAs (títulos da dívida agrária) que teriam sido emitidos de forma fraudulenta quando ele foi ministro da Reforma e do Desenvolvimento Agrário, no governo do ex-presidente José Sarney. |
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| João e Janete Capiberibe |
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O ex-Senador João Capiberibe e sua mulher, a ex-deputada Janete Capiberibe, ambos do Amapá, tiveram seus mandatos cassados em 2004 por envolvimento com compra de votos na eleição de 2002. Foi o primeiro senador da história brasileira a ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em um julgamento que durou quase quatro horas, a maioria dos ministros do TSE conclui que os depoimentos de duas eleitoras relatando a venda de seus votos por R$ 26 e a apreensão de R$ 15.495 na casa de correligionárias do casal eram provas suficientes para determinar a cassação dos mandatos. Após a decisão do TSE, a defesa dos Capiberibe encaminhou recurso ao Sumpremo Tribunal Federal (STF) e conseguiu uma liminar para garantir sua permanência no Congresso Nacional. Em setembro de 2005, o STF ao recusar a julgar o mérito do recurso, o Supremo derrubou a liminar e confirmou a cassação dos mandatos.
FONTE: O Estado de S. Paulo, 23.09.2005 |
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| José Dirceu |
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José Dirceu de Oliveira e Silva nasceu em 16 de março de 1946 e é formado em direito. Devido à sua militância no movimento estudantil, Dirceu foi preso no 30º Congresso da UNE, em 1969, teve sua nacionalidade cassada e foi banido do país. No exílio, trabalhou e estudou em Cuba, retornando ao Brasil com a anistia. Participou ativamente do movimento pela anistia aos processados e condenados por atuação política e na coordenação da campanha pelas Eleições Diretas para Presidente da República, em 1984. Foi Deputado Estadual de 1987 a 1991 (SP-PT), Deputado Federal de 1991 a 1995 (SP-PT) e Deputado Federal de 1999 a 2003 (SP-PT). |
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| Lavagem de dinheiro |
| Significado: |
A lavagem de dinheiro é aquele conjunto de processos, operações e atividades que visam transformar dinheiro de origem ilícita, e portanto de difícil aproveitamento, em dinheiro ou patrimônios com uma origem aparentemente licita, e portanto facilmente aproveitáveis.
O crime de "lavagem de dinheiro" iniciou a ser configurado só nos anos '80, no âmbito do combate aos narcotraficantes. O FATF-GAFI (Financial Action Task Force on Money Laundering), um dos principais organismos internacionais de referência no combate à lavagem de dinheiro, e o principal agente de integração e coordenação das políticas internacionais neste sentido, foi criado em 1989 por iniciativa dos paises do G-7 e da União Européia.
No Brasil a primeira lei que trate especificamente do crime de "lavagem de dinheiro" é de 1998 (lei 9.613/98). No mesmo ano foi também criado o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do governo preposto especificamente ao combate à lavagem de dinheiro. |
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| Licitação |
| Significado: |
Na gestão do negócio público o administrador não pode livremente realizar compras e contratar obras ou serviços. Todos os contratos administrativos devem ser precedidos de licitação, que é o procedimento mediante o qual a Administração seleciona a proposta mais vantajosa para o Poder Público. Atualmente as licitações são constantemente alvos de fraudes praticadas tanto pelos responsáveis pelas sua realização, quanto pelos participantes. As fraudes ocorrem de várias maneiras, como acordos entre os participantes para supervalorizar os preços ou favorecimento de um determinado participante através de requisitos específicos que somente ele poderá cumprir. A Lei 8.666/1993, que atualmente regulamenta as licitações, estabelece diversos crimes relacionados com estas fraudes. Mais recentemente, a modalidade de licitação chamada de pregão, especialmente na sua forma eletrônica, tem se mostrado num sistema eficaz para inibir a ocorrência de fraudes. |
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| Lobby |
| Significado: |
Como indica a própria expressão, trata-se do corredor dos edifícios parlamentares e do ingresso dos grandes hotéis, onde freqüentemente residem os parlamentares. Trata-se de uma atividade, ou melhor, de um processo, mais do que uma organização. É o processo por meio do qual os representantes de grupos de interesses, agindo como intermediários, levam ao conhecimento dos legisladores ou dos decision-makers os desejos de seus grupos. Lobbying é portanto e sobretudo uma transmissão de mensagens dos grupos de pressão por meio de representantes especializado, chamados de lobistas. Em alguns casos, como nos Estados Unidos, podem estar legalmente autorizados a agir |
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| Luiz Estevão |
| Significado: |
Ex-senador, Luiz Estevão foi apontado como um dos mentores do desvio de verbas do Fórum Trabalhista da capital paulista. Em 2002, foi preso acusado de falsificar livros e registros contábeis do Grupo OK e fazer ameaças de morte à contadora Jesuína Tereza Varandas Ferreira, que trabalhou durante quase 20 anos em suas empresas e denunciou o esquema de fraudes por ele montado. |
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| Maeli Vergniano Magliarelli |
| Significado: |
Ex-vereadora de São Paulo, teve seu mandato cassado em 1999 e teve os seus direitos políticos suspensos por oito anos depois do surgimento de acusações de enriquecimento ilícito por comandar uma rede de cobrança de propina na Administração Regional de Pirituba, que ficava sob sua responsabilidade. Ela também foi acusada de utilizar ilegalmente um carro e um motorista cedidos pela Vega Engenharia Ambiental (responsável pela coleta de lixo na regional) e por coação de testemunhas e membros da CPI da máfia da propina.
Em 2002, o Tribunal de Justiça condenou a vereadora cassada a 2 anos e seis meses de prisão, pena que foi revertida em prestação de serviço à comunidade, à perda de bens e depósitos de R$ 20 mil, e a pagar multa de cerca de R$ 3.000, ao ser considerada culpada de crime de peculato. No mesmo processo, outros dois ex-administradores da Administração Regional de Pirituba foram condenados a prestação de serviços e multa. O Ministério Público recorre da decisão, já que pede pena de 20 anos de prisão para todos os envolvidos que são ainda acusados de corrupção e formação de quadrilha. |
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| Máfia dos Fiscais |
| Significado: |
O episódio conhecido como "máfia dos fiscais" teve início em dezembro de 1998. A comerciante Soraia da Silva terminava a reforma de uma loja na rua Augusta para abrir uma academia quando foi abordada por dois fiscais. Eles ameaçaram embargar a obra e criar obstáculos para que a academia pudesse funcionar. A alternativa de Soraia era pagar R$ 30 mil à quadrilha. Indignada, a comerciante denunciou a extorsão e o Ministério Público preparou o flagrante. O acerto foi feito em três cheques pré-datados. O chefe dos fiscais da regional, Marco Antônio Zeppini, foi preso e com ele os promotores encontraram três agendas contendo um detalhado relatório da corrupção. Mais que isso. Com Zeppini estavam R$ 140 mil. "Tinham tanta certeza da impunidade que faziam corrupção com cheque pré-datado", observou o promotor Roberto Porto.
O episódio acabou expondo a lama da administração municipal: descobriu-se que a propina estava arraigada na cidade da cessão de espaço na calçada para os camelôs à fiscalização de coleta de lixo. Mais de 600 pessoas foram investigadas, 155 denunciadas e 49 condenadas. Entre os vereadores foram dezesseis sob investigação. Oito deles foram denunciados (José Izar, Hanna Gharib, Maeli Vergniano, Maria Helena, Dito Salim, Faria Lima, Armando Mellão e Vicente Viscome, este condenado e preso). |
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| Marcos Valério |
| Significado: |
Marcos Valério Fernandes de Souza, conhecido como o operador do “mensalão” (suposto esquema de pagamento de mesadas de R$ 30 mil a deputados), é natural de Minas Gerais e começou sua vida profissional como funcionário do Banco Estadual de Minas Gerais, onde trabalhou 20 anos. Em 1996, entrou para o ramo publicitário quando entrou como sócio de Clésio Andrade na agência de publicidade SMP&B. Algum tempo depois, comprou a parte de Andrade e adquiriu cotas de outra agência de publicidade, conhecida como DNA.
Marcos Valério foi apontado pelo deputado Roberto Jefferson como agente financeiro do esquema do “mensalão”. De acordo com Jefferson, Valério ajudava o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, na distribuição do mensalão. O dinheiro era proveniente de estatais e empresas privadas e chegava em “malas” a Brasília.
Marcos Valério negou ter qualquer envolvimento com o PT, mas com o depoimento de Fernanda Karina Somaggio, sua ex-secretária, a situação mudou. Fernanda contou que Valério mantinha contatos freqüentes com parlamentares e membros do PT. As denúncias se ampliaram a tal ponto que provocaram a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (a "CPMI dos Correios") para investigar a corrupção nos Correios e outros órgãos estatais, e, posteriormente, a criação de outra Comissão Parlamentar (a "CPI do Mensalão e da Compra de Votos"), para apurar especificamente as denúncias do "mensalão".
Paralelamente, outras investigações passaram a ser conduzidas pela Polícia Federal e pela Procuradoria Geral da União, para apurar as acusações de corrupção em estatais e as denúncias de tráfico de influência e compra de votos. As investigações acabaram trazendo à luz que Marcos Valério realizou vultosos e sucessivos empréstimos junto a bancos privados, repassando-os ao PT e a outros partidos da base aliada, entre os anos de 2003 e 2005. Tais empréstimos tinham como garantia os contratos das empresas de publicidade de Valério junto a órgãos públicos.
Em outra oportunidade, Valério terminou por admitir as movimentações e empréstimos, afirmando, porém, que os repasses serviriam para "caixa 2” das campanhas eleitorais de 2002 e 2004, não sendo utilizados para a compra de votos de parlamentares. Além disso, sustentou que nunca houve o uso de recursos públicos, já que o dinheiro seria proveniente de empréstimos.
As investigações terminaram por descobrir que as atividades de Marcos Valério como "operador" financeiro de partidos políticos não eram inéditas pois, já em 1998, ele teria utilizado um esquema semelhante para, através de empréstimos junto a bancos, financiar as campanhas de inúmeros candidatos do PSDB em Minas Gerais, aí incluída a campanha do senador Eduardo Azeredo para o governo mineiro. Clésio Andrade, então sócio de Valério, era o candidato a vice-governador naquela chapa.
Somente a título de empréstimos bancários, foram R$ 210 milhões na conta da SMPB no Banco Rural no período de 2000 a 2005. Os extratos bancários do publicitário foram analisados por peritos do Ministério Público. Desse montante, R$ 184,5 milhões foram justificados como empréstimos durante o governo do presidente Lula. O restante foi contabilizado na conta da agência do publicitário durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
Em 1997, o patrimônio declarado de Valério não ultrapassava 400 mil reais. Em 2005, seu patrimônio declarado era de mais de 16 milhões de reais, o que alimentou suspeitas de enriquecimento ilícito. Seu patrimônio quadruplicou desde a posse do presidente Lula, em 2003. Em 2004, segundo ano de governo do presidente Lula, a DNA e a SMP&B ampliaram seus ganhos em contratos oficiais. Valério teve o valor de um contrato aumentado, venceu duas contas novas, nos Correios e na Câmara dos Deputados, e conseguiu prorrogar outros quatro contratos antigos. Suas empresas conquistaram cerca de R$ 150 milhões em contratos com cinco órgãos e estatais do Executivo, além da Câmara dos Deputados. Segundo a Revista Veja, se avaliados também projetos de longo prazo, o total dos negócios de Valério junto ao governo poderia chegar a R$ 400 milhões.
Com os acontecimentos as agências de Marcos Valério perderam todas as contas com o governo. O empresário Marcos Valério de Souza entrou com duas ações na Justiça de São Paulo em 19.08.2005 para tentar reaver os quase R$ 93 milhões em empréstimos feitos por ele ao PT. |
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| Mercado Negro |
| Significado: |
Termo aplicado para denominar a compra e a venda de bens e serviços feitos clandestinamente, a fim de fugir das leis ou normas costumeiras. Surge sempre que a oferta dos bens em questão é pequena ou, se algum modo, restrita, o que faz com que os compradores se disponham a pagar pr eles preços bem acima dos praticados oficialmente. O termo aplica-se especialmente ao mercado de moedas estrangeiras, em que no Brasil se paga mais do que o estabelecido pela taxa oficial de câmbio |
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| Nepotismo |
| Significado: |
Prática administrativa que consiste no favorecimento de parentes e amigos com empregos, títulos ou honrarias. Constitui ato de corrupção e abuso de poder, seja na esfera pública ou privada. O termo é de origem eclesiástica: amplamente utilizado por papas no decorrer dos séculos XV e XVI, o nepotismo foi expressamente condenado pela Igreja Católica em 1692. |
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| Nicolau dos Santos Neto |
| Significado: |
Juiz trabalhista aposentado, Nicolau dos Santos Neto foi presidente do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo, de 1990 a 1992, período em que ocorreu a licitação e assinatura do contrato para a construção do prédio do Fórum Trabalhista na capital do Estado. A licitação foi vencida pela Incal, cujos proprietários eram Fábio Monteiro de Barros Filho e José Eduardo Teixeira Ferraz.
Quando foram liberados os recursos, Nicolau passou a presidir a Comissão de Obras do TRT-SP, cargo que ocupou de 1992 a 1998. Em 1998, a auditoria do Ministério Público apontou que, dos R$ 234,5 milhões destinados à construção do fórum, pelo menos R$ 169,5 milhões foram desviados pelo esquema liderado por Nicolau. Em 1999, foi instalada a CPI do Judiciário no Senado Federal, que concluiu que Nicolau havia enriquecido ilicitamente. A quebra dos sigilos bancários mostrou pagamentos vultosos da Incal para o Grupo OK, do senador cassado Luiz Estevão.
Em 25 de abril de 2000, foi decretada a prisão de Nicolau, que fugiu. No dia 10 de dezembro do mesmo ano, ele se entrega à Polícia Federal perto de Bagé, no Rio Grande do Sul. Em 2001, Monteiro de Barros, Teixeira Ferraz e Luiz Estevão chegam a ser presos, mas obtêm habeas corpus e são liberados.
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| Offshore |
| Significado: |
Offshore é uma empresa que tem sede em um paraíso fiscal, cujo sigilo da identidade dos sócios é garantido. |
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| Operação Diamante |
| Significado: |
A operação diamante, realizada pela Polícia Federal, apurou vendas de sentenças e habeas-corpus, especialmente para narcotraficantes. Isso resultou na aposentadoria compulsória do desembargador Eustáquio da Silveira e da mulher, a juíza Vera Carla Cruz Silveira, ambos do TRF-1, de Brasília. Eles não foram condenados pela venda de decisões judiciais, mas os 18 desembargadores do Tribunal de Justiça entenderam que advogados receberam uma espécie de assessoria jurídica para traficantes, em especial Leonardo Dias Mendonça, o “Leo”, apontado como um dos maiores vendedores de cocaína do País para os Estados Unidos e braço direito do perigoso traficante “Fernandinho Beira-Mar”. Outro acusado, o ministro Vicente Leal, do Superior Tribunal de Justiça, continua afastado, respondendo a processo administrativo-disciplinar. |
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| Operação Pororoca |
| Significado: |
Operação da Polícia Federal destinada à apurar licitações fraudulentas, desvio de verbas, esquema de alteração indevida de dados na Receita em Macapá, tráfico de influência e fraude no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). Foram investigadas 17 obras no Amapá suspeitas de fraude desde 2002. O valor total delas é de R$ 103 milhões. Das prefeituras investigadas na Operação Pororoca, a de Santana (segundo maior município do Amapá) é a que apresentou maior número de irregularidades, com esquema montado em Brasília para retirar do sistema SIAFI inadimplências que impediam a liberação de recursos federais. |
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| Operação Roupa Suja |
| Significado: |
Operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) com o objetivo de desbaratar cartéis que fraudavam licitações públicas em duas frentes: nos contratos de prestação de serviços de lavanderia para hospitais públicos do Rio de Janeiro e na concorrência para a compra de insumos para retrovirais (principalmente do coquetel anti-aids) pelos laboratórios estaduais do Rio. As investigações começaram desde a Operação Vampiro, que, em maio de 2004, detectou um esquema de fraudes semelhante na compra de hemoderivados por parte do Ministério da Saúde.
A organização criminosa, que “loteava” a prestação de serviços na área de lavanderia para hospitais públicos do Rio de Janeiro, tinha como “sede” o Sindicato das Empresas de Lavanderia do Estado do Rio de Janeiro (Sindilav). Os empresários acertavam previamente o resultado das licitações e os preços a serem apresentados, visando atingir um patamar mais alto do que se houvesse uma concorrência de fato. Esse esquema era comandado pelo presidente do Sindilav, por um lobista e pelos empresários proprietários da Brasil Sul.
O mesmo esquema foi descoberto na venda de insumos para fabricação de medicamentos retrovirais para combate à Aids em laboratórios públicos do Rio, de São Paulo, de Goiás e de Pernambuco. O centro da investigação girou em torno da empresa Brasvit e Hallen Eliot. De acordo com a investigação, os gerentes da Brasvit combinavam previamente os preços das licitações, de forma a impor um valor mais alto do que se conseguiria com uma concorrência legítima. Assim, a licitação era aparentemente ganha pela empresa que tinha oferecido o menor preço. Como todas combinariam o valor apresentado, a ganhadora poderia superfaturar o serviço e depois dividir o lucro com as demais. Segundo os procuradores José Augusto Vagos e Carlos Alberto Aguiar e o delegado Davi Salem, houve casos em que as empresas conseguiram vender produtos com preço 700% superior ao comumente cobrado no setor. O grupo, que dominava o mercado de insumos para retrovirais, negociava com laboratórios estaduais, especialmente o Lafepe, de Pernambuco, e o Iquego, de Goiás. As investigações revelaram que o diretor do Iquego recebeu vantagens indevidas para beneficiar a quadrilha. As investigações apontam que os dois proprietários da Brasvit e Hallen Eliot mantêm contas irregulares no exterior. Ambos se valeram do esquema Banestado e dos serviços de doleiros para remeter ilegalmente os valores adquiridos com suas atividades ilícitas para o exterior.
No dia 25 de agosto de 2005 mais de 60 policias federais lotados no Rio de Janeiro trabalharam na operação, que resultou na prisão de 12 pessoas e no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão na região metropolitana do Rio de Janeiro. Os presos serão indiciados por formação de cartel, formação de quadrilha e fraude em licitação. Além desses ilícitos, os donos da Brasvit e Hallen Eliot também serão indiciados por lavagem de dinheiro. O Ministério Público e PF apontaram como principais responsáveis pelo esquema os empresários Altineu Pires Coutinho e Vittorio Tedeschi e o presidente do sindicato das empresas de lavanderias, Gilberto Silveira Corrêa.
Além dos detidos no Rio de Janeiro, uma prisão (do empresário indiano Premanandam Modaphohala) ocorreu em São Paulo e outra (de Darci Accorsi, presidente do laboratório público Iquego), em Goiás. Accorsi foi prefeito de Goiânia pelo PT de 1992 a 1996. Em 2000, disputou a prefeitura pelo PTB e, em 2004, pelo PL, mas perdeu em ambas. Ele é o único preso que exercia cargo público do qual foi exonerado ontem. Os procuradores afirmam, porém, que há suspeitas, ainda sem provas, de que outros funcionários de laboratórios e hospitais públicos tenham recebido vantagem desses empresários ou repassado informações privilegiadas ao grupo.
Envolvidos já apareceram em casos anteriores
Empresas e pessoas presas ontem na operação "Roupa Suja" já apareceram em escândalos e operações suspeitas. A Brasvit, de Altineu Pires Coutinho e Vittorio Tedeschi, foi acusada em 1992 de vender o inseticida Malathion para o governo federal com preços superfaturados. Coutinho chegou a ser preso no mesmo ano por suspeita de fraude nas licitações. Ele também é proprietário da empresa Halen Elliot, que esteve sob suspeita em 1998, quando a Fundação Nacional de Saúde tentou comprar outro inseticida, o Temephós, para fugir dos altos preços cobrados pelas empresas brasileiras. No mesmo ano, a PF investigou a atuação das empresas dos dois em licitações para hospitais do Rio. Na época, a PF suspeitou dos altos preços cobrados por empresas do setor de lavanderias para hospitais públicos. Uma das investigadas na época, a Estrela do Matoso, era de propriedade de Marcel Kudsi Macedo, mesmo sobrenome de José Otávio Kudsi de Macedo, que, segundo a PF, é sócio de Coutinho e de outros presos ontem na Brasil Sul, que dominava as licitações do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia, hospital do Ministério da Saúde no Rio. Kudsi foi o único dos suspeitos a não ter sido preso.
FONTE: Setor de Comunicação Social da Polícia Federal Site Portal Médico (www.portalmedico.org.br) |
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| Operação Vampiro |
| Significado: |
Após investigações que duraram mais de um ano, a Polícia Federal descobriu um esquema de fraude nas licitações do Ministério da Saúde, que gerou um rombo de cerca de R$ 2 bilhões entre os anos de 1990 e 2002. A suspeita do esquema foi denunciada pelo próprio ministro da Saúde, Humberto Costa, em 18 de março de 2003. Segundo ofício do Ministério encaminhado à PF, a empresa Baxter Expor Corporation levantou a suspeita de violação dos envelopes contendo as propostas de preços de quatro licitações para a compra de hemoderivados (derivados de sangue para uso de hemofílicos).
Após 14 meses apurando o caso, a PF, por meio de uma operação denominada Vampiro, desencadeou a apreensão de documentos em vários locais e a prisão de suspeitos. Eles são acusados de tráfico de influência, favorecimento de licitações e corrupção passiva. Foram expedidos 17 mandados de prisão no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, sendo nove contra funcionários do Ministério da Saúde. Entre elas estão Luiz Cláudio Gomes da Silva, coordenador da comissão de licitação da pasta, o empresário Francisco Honorato e o vice-presidente do "Jornal de Brasília", Leonêncio Peixoto.
Entre os bens, a Federal apreendeu um total de nove lanchas, 20 imóveis, R$ 1,5 milhão em dinheiro e diversos carros e jóias nas operações de busca da Operação. Os bens teriam sido comprados com recursos desviados em licitações fraudulentas de hemoderivados (proteínas extraídas do sangue, utilizadas para o tratamento de diversas doenças, como hemofilia, Aids e câncer) do Ministério da Saúde. De acordo com o inquérito da PF, o Ministério comprava hemoderivados desde 1990 por cerca de US$ 0,41 a unidade. Esse valor vigorou até março do ano passado. Ao saber da suspeita de fraude, o governo Lula mudou o sistema de licitação. Com isso, o valor unitário dos hemoderivados caiu para US$ 0,24, 42% menor que o pago anteriormente. Wagner de Souza disse que é justamente essa diferença que corresponde à fraude. Transformado em reais, o valor anual chega a R$ 170 milhões que, no período de 12 anos, chega a R$ 2,04 bilhões. |
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| Orestes Quércia |
| Significado: |
Orestes Quércia nasceu em Pedregulho (SP), mudou-se, ainda jovem, para Campinas. Jornalista e advogado, iniciou a carreira política como vereador (1963). Já filiado ao MDB, foi deputado estadual (1967) e prefeito (1969). Em 1974, elegeu-se senador da República. Foi um dos fundadores do PMDB, presidindo-o entre 1991 e 1993. Em 1986 foi eleito governador de São Paulo.
Em seu mandato como governador, Quércia realizou investimentos na duplicação de importantes rodovias e na reforma de estradas vicinais. Foi acusado, entretanto, de super faturamento e corrupção na gestão dos negócios públicos. Começou sua vida política pobre, mas atualmente possui um patrimônio de cerca de R$ 100 milhões. |
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| Paulo César Faria |
| Significado: |
Paulo César Farias nasceu em Passo do Camaragipe (AL) em 20.09.1945
Cronologia:
26.05.1992 - É instalada uma CPI para apurar as denúncias de Pedro Collor contra seu irmão e o empresário e tesoureiro de campanha, PC Farias.
30.06.1993 - Juiz decreta a prisão do empresário PC Farias, que foge para o exterior.
29.11.1993 - PC Farias é preso na Tailândia.
07.01.1994 - Paulo Cesar Farias é condenado a quatro anos de prisão.
28.12.1995 - O Supremo Tribunal Federal dá liberdade condicional a PC Farias.
23.06.1996 - O empresário e ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor, PC Farias, é encontrado morto, em sua casa de praia, em Guaxumá, ao lado da namorada Suzana Marcolino. A perícia alagoana afirma que Suzana matou PC e depois se matou. |
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| Paulo Salim Maluf |
| Significado: |
Nascido em São Paulo e com formação em engenharia civil, Paulo Maluf trabalhou na iniciativa privada até 1967, quando foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal em São Paulo. Logo após, foi nomeado prefeito da cidade de São Paulo (1969 a 1971). Mais tarde, foi Secretário dos Transportes do Estado de São Paulo até 1975.
Em 1978, Maluf ganhou projeção nacional ao derrotar Laudo Natel, candidato indicado pelo Presidente Ernesto Geisel e pelo General João Figueiredo para o governo de São Paulo. Exerceu o mandato de março de 1979 a maio de 1982. Nesse governo, levou o Metrô da Praça da Sé ao Tatuapé e à Estação República, construiu 55 quilômetros da Rodovia dos Trabalhadores e deu continuidade às obras do SANEGRAN, para tratamento dos esgotos. Também em seu mandato prometeu construir uma nova capital para o Estado no interior e criou a Paulipetro para procurar petróleo no Estado (a estatal gastou cerca de US$ 500 milhões na perfuração de 21 poços, mas nada encontrou).
Em 1982, desincompatibilizou-se do cargo para candidatar-se a Deputado Federal, sendo eleito com mais de 600 mil votos. Após se opor publicamente à emenda das diretas, Maluf se apresentou como candidato dos militares. No Colégio Eleitoral de 1985, perde a eleição presidencial para Tancredo Neves por 180 a 480 votos.
Em seguida Maluf perdeu mais quatro eleições seguidas: Governo do Estado de São Paulo (1986), Prefeitura de São Paulo (1988), Presidência da República (1989) e novamente o Governo (1990). Finalmente, em 1992, ganha sua primeira eleição direta para Prefeitura de São Paulo e em 1996 consegue eleger seu afilhado político como sucessor (Celso Pitta).
Após uma série de denúncias de corrupção no seu governo e uma gestão desastrosa de Pitta, Maluf vem colecionando derrotas em todas as eleições que participou. Perde a eleição para o Governo de São Paulo (1998), Prefeitura de São Paulo (2000), novamente o Governo (2002) e novamente a Prefeitura (2004).
O histórico de Maluf sempre foi acompanhado por acusações de corrupção e gastos indevidos. Até 2001, Maluf respondia a seis ações penais. Foi condenado em primeira instância no caso dos precatórios (emissão irregular de títulos públicos), porém as ações prescreveram porque, ao completar 70 anos, tem direito a redução do prazo.
Em 1970, doou 25 fuscas para os jogadores e para a comissão técnica da seleção brasileira de futebol, que havia vencido a Copa. Foi denunciado, condenado, mas, em 2002, o Supremo Tribunal Federal confirmou decisão favorável a Maluf.
Atualmente é processado por suposto superfaturamento de obras em sua gestão na Prefeitura de São Paulo e emissão irregular de dinheiro para o exterior. As principais obras que são alvo do processo são o Túnel Airton Sena e a Avenida Águas Espraiadas, ambas com valores extrordinários. Para se ter uma idéia dos valores, o metro quadrado de construção do Túnel custou mais do que o dobro do Euro Túnel, que liga por debaixo do mar (Canal da Mancha) a Grã Bretanha e a França.
Ações em que Maluf é réu atualmente:
• Processo criminal por evasão de divisas que corre na 2ª Vara Criminal da Justiça Federal : apesar de negar sempre que pode, Maluf manteve contas no Citibank de Genebra entre 1985 e 1997, informação confirmada pelo ex-procurador suíço Bernard Bertossa. Em 1997, diante de mudanças nas leis suíças para tentar coibir a lavagem de dinheiro, o ex-prefeito optou por transferir os recursos para a Ilha de Jersey, outro paraíso fiscal na Europa. A acusação se baseia em mais de 130 mil documentos brasileiros e suíços. Na Suíça, Maluf pode ser indiciado pelo crime de lavagem de dinheiro. Caso Maluf seja condenado, a Suíça poderia até mesmo publicar um mandado de prisão internacional contra ele, que seria válido também no Brasil.
• Processo criminal por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, também na 2ª Vara: neste processo, são réus 37 pessoas, incluindo Maluf. Ao seu lado, empreiteiras, outras empresas e familiares como Flávio (filho), Jacqueline Coutinho (nora), Lígia (filha) e Maurílio Curi (genro).
• Processo civil por improbidade administrativa, na 4ª Vara da Fazenda. O ex-prefeito é acusado de desviar US$ 446,3 milhões de obras da Avenida Água Espraiada e do Túnel Ayrton Senna. |
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| Peculato |
| Significado: |
Crime que consiste na subtração ou desvio, por abuso de confiança, de dinheiro público ou de coisa móvel apreciável, para proveito próprio ou alheio, por funcionário público que os administra ou guarda; abuso de confiança pública. |
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| Pizza |
| Significado: |
A expressão "acabar em pizza" é utilizada jocosamente para definir quando uma investigação (em especial uma CPI) termina sem apresentar culpados ou definir punições. A expressão surgiu nos antigos estúdios da Rádio Gazeta AM de S. Paulo, num programa onde comentaristas debatiam sobre os acontecimentos esportivos, em especial futebol. Milton Peruzzi, um palmeirense fanático, sempre tinha notícias de bastidores do seu clube. Graças aos seus bons informantes, dava os seus furos e passava detalhes das calorosas reuniões do Conselho palmeirense, que, na grande maioria das vezes eram interrompidas por brigas e muitas discussões. E, como sempre acontecia, esses encontros se encerravam num restaurante próximo ao Parque Antártica, onde todos se fartavam, como se nada tivesse acontecido, com os mais diversos tipos de pizza. E tudo, como dizia Peruzzi, realmente "acabava em pizza". |
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| Precatórios |
| Significado: |
O termo precatório designa uma ordem judicial de pagamento, emitida quando a Administração Pública é processada e condenada a indenizar a pessoa física ou jurídica que a acionou. Erroneamente, porém, a mídia acabou transformando o termo em sinônimo de emissão irregular de títulos e de dinheiro mal utilizado. Em 1988, a Constituição permitiu que os governos vendessem papéis com a finalidade exclusiva de arrecadar fundos para pagar os precatórios. Só que em alguns lugares _ como Pernambuco, Santa Catarina e a cidade de São Paulo, na administração do prefeito Celso Pitta _ esse dinheiro acabou pagando empreiteiros, financistas e outros envolvidos em esquemas de corrupção.
O precatório é uma ordem de pagamento, mas não à vista. Funciona assim: o Judiciário envia as ordens para o Poder Público e elas vão se acumulando até o dia 1° de julho de cada ano. Todas as ordens que chegam até essa data devem ser incorporadas ao orçamento público e saldadas até o final do exercício seguinte. A não-incorporação dos precatórios no orçamento e seu não-pagamento constitui crime de responsabilidade, pois todas elas resultam de ações já transitadas em julgado, para as quais não cabe mais nenhum recurso. Elas são um mero convite aos governos para saldarem suas dívidas. São ordens judiciais que vem sendo sistematicamente descumpridas. |
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| Propinoduto |
| Significado: |
O caso tem início em agosto de 2002, quando a Procuradoria da Suíça abre investigação sobre depósitos suspeitos de US$ 33,4 milhões feitos no Discount Bank (atual Union Bancaire Privée) por quatro auditores federais e quatro fiscais de renda do Rio. O relatório da investigação suíça é entregue ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro e, em janeiro de 2003, após o caso vir a público, a Polícia Federal abre inquérito sobre os depósitos supostamente ilegais. Mais tarde a Assembléia do Rio instala a CPI do "Propinoduto", para apurar suposto esquema de corrupção na Fazenda do Rio
Um pedido de colaboração enviado pela Procuradoria suíça à Justiça Federal brasileira detalha a movimentação bancária naquele país dos oito funcionários originalmente investigados e de cinco outros _um fiscal e quatro auditores A PF indicia 12 investigados sob as acusações de lavagem de dinheiro, manutenção de conta no exterior sem comunicação à Receita e sonegação _são dez fiscais e auditores, o ex-subsecretário da Fazenda do Rio Geraldo Moreira e o lobista Romeu Sufan.
No dia 15 de abril, duas testemunhas fornecem à Justiça Federal fortes indícios de que um esquema de corrupção pode estar na origem do dinheiro enviado à Suíça pelos fiscais e auditores. As testemunhas são Valéria Gonçalves dos Santos, ex-mulher do fiscal Carlos Eduardo Pereira Ramos, e o lobista Romeu Sufan. Oito fiscais e auditores são presos preventivamente.
Entre os acusados, está o subsecretário de Administração Tributária do Rio na gestão de Anthony Garotinho (1999 a 2002), Rodrigo Silveirinha, que teria enviado US$ 8,9 milhões para a Suíça, dinheiro que, para os procuradores, vem de propinas pagas por empresas em troca de benefícios fiscais. Sob o comando de Silveirinha estava a Inspetoria de Contribuintes de Grande Porte, que fiscalizava as 400 maiores empresas do Estado. Silveirinha trabalhava com Garotinho desde 98 e foi coordenador econômico de Rosinha Garotinho (PSB) na campanha ao governo do Rio. Ela o nomeou presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial. No dia 17 de janeiro, com a divulgação do caso, a governadora exonera Silveirinha e determina a revisão de todos os procedimentos fiscais da inspetoria entre 1999 e 2000, e abre sindicância administrativa
O Ministério Público Federal entra com ação na Justiça Federal pedindo o bloqueio e o repatriamento dos US$ 36 milhões. O Ministério Público Estadual abre inquérito para apurar se houve improbidade administrativa |
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| Reynaldo de Barros |
| Significado: |
O engenheiro Reynaldo de Barros é sobrinho de Adhemar de Barros. Foi prefeito de São Paulo, nomeado durante a gestão de Paulo Salim Maluf no Governo do Eestado e mais tarde, foi secretário de obras e presidente da Emurb, na gestão de Paulo Maluf na Prefeitura de São Paulo (1993 à 1996). Braço direito de Paulo Maluf, foi envolvido na época no esquema de super faturamento de obras. Foi denunciado por um ex-gerente de uma das empreiteiras contratadas como o articulador do esquema de superfaturamento. |
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| Roberto Jefferson |
| Significado: |
Roberto Jefferson Monteiro Francisco é advogado, nasceu em Petrópolis (RJ) em 1953. Exerce mandatos eletivos desde 1983 e foi presidente do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), filiado desde 1982.
Em 2005, Jefferson era um deputado aliado do Governo Lula até que foi foi apontado, em um vídeo divulgado pela revista Veja, como "avalista" de um esquema de corrupção na estatal dos Correios. Seu nome é citado por Maurício Marinho, servidor dos Correios, que é flagrado por uma câmara escondida no momento em que está recebendo uma propina de R$ 3.000,00 de supostos empresários.
Sentindo-se desprezado pelos seus aliados e com a intenção de mudar o foco da atenção, Jefferson concede entrevista exclusiva ao jornal Folha de São Paulo acusando o governo e seu principal partido, o Partido dos Trabalhadores, de darem suporte a um esquema de corrupção generalizada que envolveria o suposto pagamento mensal de R$ 30 mil a deputados de vários partidos da base aliada do governo, em troca de apoio político. Este pagamento ficou conhecido como "mesalão" e gerou uma crise política no País.
De acordo com Jefferson, a operação do "mensalão" estaria a cargo de Marcos Valério, em estreita colaboração com Delúbio Soares, tesoureiro do PT, e sob as ordens de José Dirceu, Ministro da Casa Civil e principal nome do governo Lula. Valério seria o responsável pela distribuição dos pagamentos mensais, utilizando dinheiro supostamente proveniente de empresas estatais e privadas, e que chegaria em malas a Brasília, onde seria então distribuído entre os parlamentares indicados por Delúbio.
Em 14 de setembro de 2005, o mandato de Jefferson foi cassado, perdendo seus direitos políticos por oito anos. O placar da votação foi de 313 votos a favor e 156 contra (mais 13 abstenções, 5 votos em branco e e votos nulos). |
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| Ronivon Santiago |
| Significado: |
O político Ronivon Santiago nasceu no seringal Recordação, em Cruzeiro do Sul, distante uns setecentos quilômetros de Rio Branco (AC) com o nome de José Edmar Santiago de Melo. O apelido mais charmoso é uma alusão ao cantor que fez sucesso nas décadas de 60 e 70. Tem formação de professor de educação física e antes de ser eleito deputado federal era treinador de clubes de futebol.
Em 1997, o jornal Folha de S. Paulo publicou, que ele havia recebido R$ 200 mil para votar a favor da emenda constitucional que permitiria a reeleição do presidente da República, na época, Fernando Henrique Cardoso. Embora negasse qualquer envolvimento na trama, Ronivon renunciou diante da possibilidade de cassação do mandato.
De acordo com a reportagem, Ronivon teria recebido a metade e o restante viria logo depois através de uma empreiteira que tinha pagamentos para receber do governo do Acre. Ele próprio apontou o então governador do Acre Orleir Cameli e do Amazonas Amazonino Mendes como sendo os compradores de seu favor. Essa conversa teria sido relatada a um amigo e gravada em fita cassete.Na gravação Santiago dizia não ser o único parlamentar a comercializar o voto para aprovar a emenda da reeleição, que foi aprovada com 336 votos favoráveis na época. Além dele próprio, Santiago apontava os nomes de João Maia, Zila Bezerra e Osmir Lima, todos filiados ao PFL do Acre na ocasião. Outro parlamentar que também teve o nome citado por ele foi o vereador Chicão Brígido (PMDB). Na fita ele chegava a dar detalhes da operação: em conversa com um misterioso “Senhor X”, disse que em troca do voto a favor da emenda da reeleição, cada deputado recebeu R$ 200 mil. O pagamento foi feito com cheque pré-datado e só deveria ser depositado depois de a votação ter sido concluída favoravelmente ao governo. Os cheques, segundo ele, eram do Banco do Amazonas. Depois do processo aprovado, todos os cheques foram substituídos por dinheiro em espécie.
Em 2002 se candidatou e foi eleito novamente Deputado Federal pelo Estado do Acre. Ocorre que no dia 8 de outubro de 2002, após o resultado das eleições, um grupo de mais ou menos trezentas pessoas fez uma ruidosa e surpreendente manifestação em frente à delegacia de Cruzeiro do Sul, cobrando da polícia providências para que eles pudessem receber o dinheiro que teria sido prometido por Ronivon Santiago pelo seus votos. Em razão deste fato, em 2004 Ronivon Santiago teve seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral do Acre, mas entrou com recurso e conseguiu uma liminar que garantia seu mandato. Em setembro de 2005, o Tribunal Superior Eleitoral cassou a liminar e confirmou a perda do seu mandato pela prática de compra de votos. |
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| Roseana Sarney |
| Significado: |
Em março de 2002, quase sete meses antes da eleição presidencial, a Polícia Federal entrou na sede da empresa Lunus - de propriedade de Roseana e de seu marido, Jorge Murad -, confiscou documentos e apreendeu 26.800 notas de R$ 50,00, que somadas, atingiam o montante de R$ 1,34 milhão. Várias versões foram apresentadas para justificar o dinheiro, mas a explicação definitiva, apresentada por Murad, alegava que o recurso era para a pré-campanha da mulher à Presidência da República e revelou publicamente a existência do caixa dois. |
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| Sérgio Naya |
| Significado: |
Ex-deputado federal e empresário, Sérgio Naya de origem humilde transformou-se em milionário durante o regime militar. Foi considerado autor de crime doloso pelo desmoronamento do Edifício Palace 2, no carnaval de 1998, que deixou oito mortos e centenas de desabrigados. Naya era proprietário da Construtora Sersan, que construiu o edifício.
Em 2004, Naya foi novamente preso por ter falsificado a escritura de uma fazenda em Minas Gerais. O empresário alegou que o imóvel tinha sido transferido para seu preposto em maio de 1996, antes da queda do Palace. O livro de registro e o número da escritura existem, mas tratam de outro imóvel. |
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| Usura |
| Significado: |
Cobrança de taxas de juros consideradas exorbitantes, superiores às taxas máximas permitidas por lei ou admitidas como viáveis, segundo a prática dominante. Sua aplicação configura crime contra a economia popular, punível por lei.
Na Idade Média, qualquer cobrança de juros era considerada usura e condenada pela Igreja Católica, segundo os valores que garantiam o ordenamento medieval. Por isso, os negócios do comércio e da usura ficavam relegados aos não-cristãos, particularmente aos judeus. Estes não tinham direito à propriedade territorial, base da estrutura social feudal.
Com o desenvolvimento comercial ocorrido a partir do século XI, a condenação da usura tornou-se incompatível com as formas de vida e da ação dos mercadores e habitantes das cidades. A crítica à usura foi significativamente condenada pelos líderes da Reforma _ sobretudo Calvino _, que proclamaram a legitimidade e respeitabilidade da cobrança de juros. |
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| Vicente Viscome |
| Significado: |
Ex-vereador da cidade de São Paulo, Vicente Viscome foi condenado a 16 anos de prisão pelos crimes de corrupção e formação de quadrilha. Viscome controlava a Administração Regional da Penha, por onde correriam clandestinamente cerca de R$ 2 milhões de propina por mês. Em depoimento, o ambulante C.S., 48 anos contou que "Aqui na Penha, o vereador Viscome participou de reuniões com os camelôs e disse que todo mundo tem que pagar" . Ele afirma que quem organizava a arrecadação era o coronel Ivan Márcio Gitahy, que também foi preso. |
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| Waldomiro Diniz |
| Significado: |
Ex-assessor e homem de confiança de José Dirceu (ex-Ministro da Casa Civil no Governo Lula), foi flagrado em fita gravada em 2002, negociando propina com o empresário do ramo de jogos, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Cachoeira foi quem divulgou as gravações que incluem também uma feita no aeroporto de Brasília. Na época da gravação, Waldomiro Diniz presidia a Loterj, no governo Benedita da Silva (PT-RJ). O dinheiro da propina, segundo ele, seria destinado para as campanhas eleitorais de Rosinha Matheus, Benedita da Silva e Geraldo Magela, e, também para si mesmo.
Waldomiro também é acusado de ser lobista do ramo de jogos. Foram divulgadas reuniões de Waldomiro com executivos da empresa Gtech, já no Governo Lula, na mesma época em que eram negociados contratos milionários com a Caixa Econômica Federal |
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Fonte: PolíticaVOZ
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