> Seminário do Pacto contra a Corrupção traz cases de empresas e entidades signatárias

Com a presença de 71 empresas e entidades signatárias, realizou-se no último dia 3 de maio, em São Paulo, o primeiro Seminário Nacional do Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção. No encontro, foram apresentados casos de organizações participantes do Pacto e um balanço das atividades desenvolvidas no último ano. Além disso, a Controladoria Geral da União (CGU) fez uma apresentação sobre a Convenção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos e membro do Comitê Organizador do Pacto, com os trabalhos que vêm fazendo as empresas e entidades se colocam na vanguarda da discussão sobre o combate à corrupção. “O ritmo do combate à corrupção se dará na velocidade e na intensidade da motivação da sociedade, mas essa mudança será em longo prazo, estamos apenas no início da jornada”, afirmou.

Ricardo falou também sobre a integração do Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção com a Partnering Against Corruption Initiative (Paci – Iniciativa de Parceria contra a Corrupção), do Fórum Econômico Mundial, com o objetivo de fazer um intercâmbio de empresas signatárias e dessa forma fortalecer os trabalhos desenvolvidos por ambas as iniciativas.

Para Oded Grajew, que no seminário representou o Pacto Global das Nações Unidas, se a sociedade civil não tomar pra si as mudanças, dificilmente elas acontecerão. “Faz-se necessário um fortalecimento da democracia junto à sociedade. É preciso assumir riscos com foco e objetividade.” Oded citou como exemplo o processo transformador que ocorreu em Bogotá, na Colômbia (http://www.bogotacomovamos.org./bogotacv/scripts/index.php). Lá a sociedade mudou a história de corrupção que existia e conseguiu transparência no governo. “As coisas não são fáceis. Para que uma iniciativa desse tipo seja reconhecida, é preciso ter determinação e saber o que se quer.”

Representando a Patri – Relações Governamentais e Políticas, Marcela Porto resgatou a história do surgimento do Pacto em 2005, indicando que a corrupção não está apenas no governo e que as empresas precisam adotar práticas de transparência e ética, engajando todos que de alguma forma estejam em sua cadeia produtiva.

Durante a apresentação do balanço das atividades, Caio Magri, secretário executivo do Pacto, informou que nos últimos meses buscou-se recolher informações das signatárias para servir como referência para o banco de práticas contra a corrupção que está sendo desenvolvido como forma divulgar as iniciativas e mecanismos de gestão das empresas e as estratégias de mobilização das entidades. Em seguida, Caio falou sobre os compromissos assumidos pelas empresas ao assinar o Pacto, relacionando exemplos de práticas já recebidas. (ver apresentação)

Clóvis Speroni, da Associação Brasileira das Agências de Publicidade-Rio de Janeiro (Abap-RJ), apresentou a campanha publicitária do Pacto para TV e mídia impressa e falou sobre as etapas de criação (link para boletim informativo 3) e sobre o lançamento, no início de 2007. (link para a campanha)



Caio Magri
Debate


> Cases de combate à corrupção

Henrique Lian, da CPFL, abriu a seqüência de apresentações dos cases empresariais, mostrando o todo trabalho que a empresa tem desenvolvido em favor da ética e da transparência, incluindo ações de combate à corrupção. (apresentação) (O case da CPFL foi apresentado em nosso Boletim Informativo nº. 4 .

A Samarco, representada por Ricardo Vescovi, mostrou os objetivos da empresa na promoção do desenvolvimento sustentável e na atuação sobre os aspectos socioambientais, sempre sob o pilar da ética e da integridade (apresentação).

As duas empresas afirmaram se preocupar com seus contratos com clientes e fornecedores, nos quais incluiram cláusulas especiais para inibir a prática de suborno. Vescovi chegou a mencionar um caso em que a Samarco suspendeu o contrato com um cliente por suspeita de suborno e corrupção e outro com um fornecedor por trabalho infantil. Neste último caso, a empresa conseguiu fazer o fornecedor mudar seu procedimento.

Representando a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), entidade que participa do Conselho Mobilizador do Pacto, José Tadeu de Moraes disse que as empresas têm um papel muito importante no combate à corrupção, cujo impacto é muito forte, sobretudo nas camadas mais baixas da população. Para mobilizar as empresas do Estado, a Fiemg criou um movimento chamado “Minas pela Ética e Combate à Corrupção” e pretende desenvolver um método para auxiliar as empresas a criar um código de conduta ético. (apresentação)

Por meio do slogan “Do Brasil que temos para o Brasil que queremos”, o Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), que também participa do Conselho Mobilizador do Pacto, tem buscado articular seus associados e parceiros para desenvolver um projeto que vise o ano 2022, quando o Brasil completará 200 anos de independência. De acordo com Fernando Prestes Maia, diretor da entidade “o objetivo do projeto é chegar a um Brasil democraticamente estável, economicamente forte, eticamente respeitável, ambientalmente sustentável e socialmente justo”. (apresentação)

> Repercussão internacional

Vânia Vieira, diretora de Prevenção da Corrupção da CGU, destacou a importância da parceria estabelecida pela entidade com o Pacto, que na sua opinião deve se fortalecer para consolidar o entendimento entre órgãos públicos e empresas. “Só assim poderemos consolidar algo realmente positivo contra a corrupção no Brasil, porque os setores sozinhos não vão conseguir combatê-la”, afirmou.

A CGU é o órgão federal responsável pelo cumprimento da Convenção da OCDE no País. Para isso, criou a Agência Anticorrupção, que reúne controle interno, prevenção, ouvidoria e corregedoria. O trabalho desenvolvido pela CGU em favor da convenção tornou-se um dos mais reconhecidos internacionalmente. (apresentação)

Ao ratificar a Convenção da OCDE ( cartilha) em 2002, o Brasil assumiu alguns compromissos cujo cumprimento será avaliado a partir de 28 de maio por uma comissão da OCDE que virá ao país. Vânia Vieira falou sobre esses compromissos e sobre as condutas compatíveis com os termos da convenção (www.cgu.gov.br/ocde ).

> Grupo de trabalho

Ao final dos debates que se seguiram às apresentações, Caio Magri propôs a formação de um Grupo de Trabalho no âmbito do Pacto contra a Corrupção, com os seguintes objetivos:

      · Promover o aprendizado entre as empresas e entidades por meio de discussões e troca experiências sobre as atividades já desenvolvidas, objetivando a aplicação das práticas do Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção;
      · Desenvolver um banco de práticas anticorrupção;
      · Prover a sustentabilidade da mobilização para o Pacto por meio de estratégias de captação de recursos e pela colaboração direta de empresas e entidades.

Empresas que já aderiram ao GT:

Elementu Vitalle Centro Terapêutico
FIEMG – Federação das Indústrias do estado de Minas Gerais
Great Place To Work
Instituto PNBE de Desenvolvimento Social
JP Indústria Farmacêutica
Luciana Tomas Arquitetura
Marques Locação de Veículos e Equipamentos
PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais
Samarco Mineração S/A
SMART House - Arquitetura
SNR Rolamentos do Brasil Ltda
Showlux Iluminação
Terra Sistemas

Ver proposta e aderir ao GT



-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Caso você não esteja visualizando esta mensagem, clique aqui.



Expediente

Secretaria Executiva:

Caio Magri - Secretário Executivo
Daiani Mistieri - Assistente
e-mail: secretariaexecutiva@empresalimpa.org.br
Tel: 55 (11) 3897-2442
Fax:55 (11) 3897-2449
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Rua Fernandes Coelho, 85 - 10º andar
Pinheiros - São Paulo, SP
CEP 05423-040